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Sondagem revela aumento de apoio a Dilma

A desaprovação do Presidente brasileiro interino, Michel Temer, e o apoio à chefe de Estado com o mandato suspenso, Dilma Rousseff, têm aumentado desde que o pedido de 'impeachment' (destituição) foi aprovado, segundo uma sondagem da consultora Ipsos.

© Adriano Machado / Reuters

Os dados divulgados hoje mostram que o índice de reprovação de Michel Temer atingiu os 70% em junho, enquanto a taxa de aprovação ficou em 19%, ambas registando uma subida de três pontos percentuais em relação a maio.

Em abril, Michel Temer, na altura como vice-presidente, contava com 24% de aprovação.

Já a reprovação à Presidente temporariamente afastada diminuiu cinco pontos percentuais, para 75%, em relação a maio, e nove pontos percentuais relativamente a abril.

A aprovação em relação a Dilma Rousseff subiu até aos 20% em junho, registando uma alta de cinco pontos percentuais.

Quanto à aprovação do governo, que mudou a 12 de maio, quando Dilma Rousseff foi temporariamente afastada, houve uma diminuição de 76%, em abril, para 43% dos entrevistados a considerarem-no mau ou péssimo.

Já a parcela dos que encaram a gestão do executivo como boa, recuou para 6% ante os 9% registados no mês anterior.

Contudo, a percentagem dos que não sabem opinar subiu de 2% em maio para 22% este mês.

"As pessoas ainda estão a sentir falta de uma agenda própria e clara do governo Temer. Só quando isso começar a ficar claro para os brasileiros é que poderá aumentar a aprovação ou reprovação ao governo", explicou Danilo Cersosimo, responsável pelo estudo.

As dúvidas em relação ao novo governo são visíveis pelo facto de por quase um terço dos entrevistados não saber ou não responder se aprova ou não as medidas do governo de Michel Temer em relação a temas centrais, como a reforma política, o orçamento, o combate à corrupção, a inflação, a violência e programas sociais.

Mesmo após a aprovação do pedido de destituição de Dilma Rousseff, ainda é grande a insatisfação em relação ao Brasil, com nove em cada dez brasileiros a verem o país no rumo errado.

A pesquisa foi realizada entre 2 e 13 de junho, com 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades, e a margem de erro é de três pontos percentuais.

Dilma Rousseff foi temporariamente afastada, por um período de até 180 dias, para ir a julgamento, sendo que após esse período, se a sua destituição for aprovada no Senado, será definitivamente afastada.

Se, pelo contrário, os senadores recusarem a sua destituição, Dilma Rousseff voltará à Presidência.

Lusa