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Brasil terá a pior criação de emprego entre 41 países em 2016

O Brasil aparece com o pior desempenho entre 41 países na criação de empregos este ano, segundo o relatório "Perspetivas de Emprego 2016", da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicado hoje.

De acordo com a OCDE, o país, que enfrenta uma longa recessão, deve acabar o ano com um saldo negativo de empregos (quando as demissões superam as contratações) de 1,6%.

As projeções apontam que apenas outros quatro países da lista também terão saldo negativo este ano, nomeadamente Portugal (-0,3%), Finlândia (-0,1%), Estónia (-0,4%) e Costa Rica (-0,9%).

Já a média de crescimento do emprego dos 34 países da OCDE, da qual o Brasil não faz parte, é de 1,5% para este ano.

Em 2017, a situação no Brasil deve melhorar, dado que a previsão da OCDE quanto ao crescimento do emprego é de 0,7%, a mesma previsão para Portugal.

A OCDE prevê que o Brasil tenha uma taxa de desemprego de 11,3% este ano e de 11,6% no próximo.

Apesar da recessão, o desemprego no Brasil deverá permanecer bem abaixo do que está previsto este ano para outros países, como Grécia (23,9%), Espanha (19,3%) e África do Sul (26,5%).

O desemprego no Brasil fixou-se nos 11,2%, atingindo 11,4 milhões de pessoas, no trimestre encerrado em maio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em junho, a OCDE estimou uma queda de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para este ano, a pior entre 44 países analisados, e de 1,7% no próximo.

Lusa

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