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Dilma compara tentativa de golpe de Estado na Turquia com o seu afastamento do poder

A Presidente brasileira Dilma Rousseff, suspensa de funções, comparou hoje a tentativa de golpe de Estado na Turquia, ocorrida esta sexta-feira, com a decisão do Senado de a afastar no poder, enquanto decorre um processo judicial.

© Adriano Machado / Reuters

"A tentativa de golpe na Turquia é preocupante. Um Governo eleito não pode ser derrubado. Nem por violência nem por artimanhas jurídicas", afirmou Rousseff, numa mensagem que publicou nas redes sociais.

De acordo com a Presidente suspensa, o Presidente turco, Recep Erdogan, foi eleito democraticamente pelo povo turco, tal como ela o foi, pelos brasileiros.

"O processo de juízo político de destituição no Brasil tem de ser repudiado. Democracia é preservar a vontade popular", acrescentou Rousseff, na sua conta na rede social Twitter.

O Governo liderado pelo Presidente interino, Michel Temer, divulgou na noite passada um comunicado sobre os acontecimentos na Turquia, instando todas as partes a abster-se de usar a violência e defendeu o "pleno respeito pelas instituições e pela ordem constitucional".

A Turquia foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado na sexta-feira à noite, mas o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, disse hoje que a situação no país "está completamente sob controlo".

O último balanço aponta para 161 mortos entre civis e forças leais ao Presidente, Recep Erdogan, 1.440 feridos e 2.839 militares revoltosos detidos.

Yildirim adiantou que 20 militares revoltosos morreram no decurso da tentativa de golpe de Estado, números que contrariam o balanço inicialmente avançado pelas Forças Armadas, que apontavam para 104 mortes de militares revoltosos, abatidos pelas forças leais ao presidente Erdogan.

Rousseff foi afastada Presidência do Brasil a 12 de maio, por decisão do Senado, sendo acusado de várias manobras para maquilhar as contas públicas nos últimos anos.

O processo está atualmente nas mãos de uma comissão de senadores, que deverá apresentar a 02 de agosto um relatório em que recomendará a destituição da governante ou o arquivamento do processo.

Consoante a decisão, Temer poderá então concluir o mandato, que termina a 01 de janeiro de 2019, mas se Rousseff for absolvida, recuperará o poder após a publicação da sentença.

Lusa

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