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Sondagem diz que 88% dos brasileiros desejam cortes na despesa para equilibrar economia

Uma sondagem encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgada hoje, mostra que 88% dos brasileiros acredita que o Governo deve cortar gastos para melhorar a economia do país.

© Adriano Machado / Reuters

Apenas 2% dos entrevistados acreditam no aumento de impostos como a melhor opção para melhorar o ambiente económico brasileiro. Os restantes 10% não souberam responder.

"A população já entendeu há muito tempo que o caminho para tirar o país da crise não é aumentar e nem criar impostos. Essa pesquisa carimba de vez que o ajuste fiscal tem que ser feito com o corte de despesas, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Em relação à redução de gastos, a grande maioria dos entrevistados mencionou, como primeira opção, qualquer medida relacionada com cortes na despesa com os funcionários públicos.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados se o Governo promovesse um aumento temporário de impostos, qual sua confiança deles de que este aumento não seria permanente: a resposta de 84% foi que não confiam que um aumento de impostos seja temporário.

Apenas 5% afirmaram confiar e os 11% restantes não souberam responder.

A sondagem também procurou saber se as pessoas achavam que o Governo Federal gasta atualmente mais do que arrecada e se sabiam qual era o tamanho do défice orçamental causado por esta diferença.

A maior parte (78%) declarou ter conhecimento de que o Governo Federal gasta mais do que arrecada. A parcela dos que não tinham conhecimento foi de 15%, e 7% não souberam opinar ou não responderam à questão.

O Brasil enfrenta uma grave crise económica agravada pelo défice recorrente das contas públicas, que travam investimentos para reanimar o mercado interno.

A meta fiscal do país para 2016 prevê um défice (despesas maiores do que as receitas) de até 170,5 mil milhões de reais (47 mil milhões de euros).

A pesquisa "Perceção Sobre as Contas Públicas Brasileiras" foi realizada entre os dias 2 e 13 de junho, e consultou 1.200 pessoas em todo o país.

Lusa