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Operação Lava Jato

Lula da Silva acredita que a sua inocência será reconhecida

A defesa do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, constituído arguido, pela primeira vez, na Operação Lava Jato, sublinhou que a inocência do ex-chefe de Estado do Brasil será reconhecida.

"O Presidente Lula da Silva não recebeu citação relativa a processo que tramita perante a 10.ª Vara Federal de Brasília, Mas, quando isso ocorrer, apresentará a sua defesa e, ao final, a sua inocência será certamente reconhecida", lê-se num comunicado dos advogados do ex-Presidente.

No documento, é sublinhado que o ex-líder brasileiro "já esclareceu ao Procurador-Geral da República [Rodrigo Janot], em depoimento, que jamais interferiu ou tentou interferir em depoimentos relativos à Lava Jato".

"A acusação baseia-se exclusivamente na delação premiada [prestação de informações em troca de eventual redução de pena] de réu confesso e sem credibilidade - que fez acordo com o Ministério Público Federal para ser transferido para prisão domiciliar", advogaram os defensores de Lula da Silva, numa referência ao ex-senador Delcídio do Amaral.

Na decisão divulgada e assinada pelo juiz Ricardo Leite, da 10.ª Vara da Justiça Federal de Brasília na quinta-feira, o ex-Presidente do Brasil foi constituído arguido na Operação Lava Jato, que investiga o maior esquema de corrupção da história brasileira, que envolve dezenas de políticos e várias empresas, entre elas a petrolífera estatal Petrobrás.

A decisão torna também arguidas outras seis pessoas: Delcídio do Amaral, o ex-chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, o banqueiro André Esteves, o advogado Edson Ribeiro, o ganadeiro José Carlos Bumlai e o filho deste, Maurício Bumlai.

São todos acusados de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró.

De acordo com os advogados, "Lula não se opõe a qualquer investigação, desde que realizada com a observância do devido processo legal e das garantias fundamentais".

Lusa

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