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Quatro detidos em protestos contra destituição de Dilma em São Paulo

© Bruno Kelly / Reuters

Quatro pessoas foram detidas esta terça-feira, durante manifestações contra o processo de 'impeachment' (destituição) da Presidente brasileira com mandato suspenso, Dilma Rousseff, em São Paulo, a maior cidade do Brasil.

"A Polícia de São Paulo acabou de prender três militantes do MTST [Movimento dos Trabalhadores Sem Teto] que participaram das manifestações de hoje, além de uma quarta pessoa que apenas passava pelo local", informou o movimento nas redes sociais, falando nos "primeiros presos do golpe".

Segundo a mesma nota, os quatro são acusados de suposto "dano ao património" e "os delegados (agentes da polícia) dizem ter orientação de mantê-los presos, ainda que de forma totalmente arbitrária".

De acordo com a Agência Brasil, os três militantes do MTST foram encaminhados ao Distrito Policial de Santo Amaro, onde foram autuados por dano, desobediência e resistência.

A detenção levou um grupo do MTST a protestar em frente às instalações.

Posteriormente serão ouvidos por um juiz que decidirá se mantém as prisões.

Os três foram detidos após participarem num protesto marcado pelo fogo ateado a pneus para interromper o trânsito.

"Tínhamos feito um acordo com a Polícia Militar de que a via seria liberada em 20 minutos. Antes de 20 minutos, liberámos a via", disse o coordenador do movimento, Michel Navarro, citado pela Agência Brasil.

O protesto fez parte de um conjunto de mobilizações em São Paulo, em Porto Alegre e Fortaleza contra o 'impeachment' de Dilma Rousseff, o governo interino de Michel Temer e as ameaças de retrocessos em políticas sociais.

"Eles podem esperar do povo organizado muita resistência, muita luta. Não vamos deixar esse governo ilegítimo governar em paz", garantiu Michel Navarro.

Os protestos ocorrem um dia antes da votação final do 'impeachment' de Dilma Rousseff, acusada de irregularidades orçamentais, no Senado.

Num processo polémico, que dividiu a população, os defensores da Presidente com mandato suspenso têm acusado Michel Temer e os seus aliados de "golpistas", falando num golpe para chegar ao poder.

Lusa

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