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Estudantes protestam contra impeachment de Dilma em São Paulo

© Nacho Doce / Reuters

Centenas de estudantes reuniram-se na Avenida Paulista na noite de terça-feira para protestar contra a destituição ('impeachment') da Presidente com mandato suspenso, Dilma Rousseff.

Ao contrário de outras ações, este movimento foi acompanhado maioritariamente por jovens, que pediam a continuação da chefe de Estado brasileira no poder.

O protesto começou em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), com centenas de jovens empunhando cartazes com as frases "Fora, Temer " e entoando cantigas que exaltavam a biografia de Dilma Rousseff.

A Polícia Militar acompanhou a caminhada fortemente armada, mas não fez intervenções para dispersar os manifestantes.

Não se registaram confrontos até à Praça Roosevelt, mas ainda assim os manifestantes foram proibidos de avançar. Nessa altura, um grupo tentou chegar até ao edifício do jornal Folha de São Paulo, mas foi impedido pela polícia.

A estudante Débora Borges, de 19 anos, disse à Lusa que participou na manifestação para demonstrar a sua insatisfação.

"Acho que o 'impeachment' vai trazer alguém para o poder que vai tirar os meus direitos e os dos meus avós. Somos poucos, mas estamos aqui fazendo a diferença", comentou.

Também Rodrigo Bittar, estudante de 21 anos, saiu do seu estágio na Avenida Paulista para acompanhar o protesto: "Fui criado numa cultura da classe média, com ódio aos movimentos sociais de esquerda, mas na faculdade percebi que era um preconceito. Para mim, este processo de 'impeachment' é ilegal e foi um plano acordado para derrubar um governo legitimamente eleito".

Rodrigo sublinhou a importância de estar do 'lado certo da história' e poder contar aos seus filhos que foi contra a destituição de Dilma Rousseff.

O protesto dos estudantes paulistas aconteceu um dia antes da votação final no julgamento da chefe de Estado com mandato suspenso no Senado (câmara alta parlamentar).

Se for condenada por 54 dos 81 senadores, Dilma Rousseff perderá o mandato e o direito de ocupar cargos públicos por oito anos.

Lusa

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