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Brasil assinala independência com dezenas de protestos contra Michel Temer

Milhares de pessoas saíram na quarta-feira, dia em que o Brasil comemorou a sua independência, às ruas em dezenas de cidades brasileiras para protestar contra o executivo do Presidente Michel Temer e pedir eleições diretas.

Ocorreram protestos em, pelo menos, 46 cidades ao longo do dia, segundo o portal de notícias G1.

A mesma fonte avançou, ao início da noite, que, de acordo com os organizadores, os protestos reuniram 191 mil pessoas.

Dados da polícia compilados pelo mesmo portal dão conta de 4.000 pessoas, embora não tenham sido contabilizados manifestantes em vários locais, como diversos pontos de São Paulo.

O dia ficou marcado por diversos desfiles comemorativos do feriado nacional e protestos convocados por movimentos sociais e sindicatos, alguns enquadrados no tradicional Grito dos Excluídos.

O ato, que acontece há 22 anos nesta data, envolvendo movimentos sociais e até pastorais católicas, foi usado este ano sobretudo para protestar contra o governo de Michel Temer.

Só em Salvador, de acordo com o G1, os organizadores contabilizaram 100 mil manifestantes, num protesto em que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e os movimentos Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se uniram ao Grito dos Excluídos.

Em Brasília, onde o Presidente Michel Temer foi vaiado e aplaudido durante o desfile militar em que participou para assinalar a data comemorativa, houve dois detidos, um por atacar um jornalista e um menor por se encontrar na posse de drogas.

No Rio de Janeiro, segundo o G1, um manifestante vestido de Homem Aranha foi detido após ter respondido a provocações de estudantes e agredido um deles com um brinquedo de borracha.

Na cidade maravilhosa, durante um desfile para assinalar a data, um pequeno grupo pediu a intervenção militar e outro gritou pela implantação de um regime monárquico parlamentarista, escreve o diário O Globo.

Houve mesmo quem carregasse placas onde se podia ler "Coronel Ustra vive", em referência a Carlos Brilhante Ustra, torturador durante a ditadura militar, e palavras em defesa do deputado federal Jair Bolsonaro - que gerou polémica ao homenagear o torturador quando votou pelo afastamento de Dilma Rousseff - para Presidente.

Milhares reuniram-se em vários protestos em São Paulo, com alguns segurando bandeiras onde se podia ler "Fora, Temer" e "Nenhum Direito a Menos".

Em frente à Catedral da Sé, dezenas seguraram placas com pedidos de saúde, paz e fé e fizeram orações, segundo o jornal O Globo. O grupo também chamou a atenção para a realidade dos moradores de rua e dos refugiados.

No Paraná, o desfile do Dia da Independência do Brasil teve de ser interrompido devido à invasão de manifestantes.

Entre as várias manifestações, onde se ouviram diferentes argumentos e pedidos, também houve quem defendesse a ex-Presidente Dilma Rousseff, afastada na semana passada do cargo, e quem protestasse contra o seu movimento de apoio, o Partido dos Trabalhadores (PT).

O Brasil tem sido palco de vários protestos nos últimos meses devido ao longo e polémico processo de destituição de Dilma Rousseff, que dividiu a população.

Lusa

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