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Fernando Henrique Cardoso lamenta "momento difícil" a que Lula chegou

O ex-Presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso lamentou esta quinta-feira o "momento difícil" a que chegou o seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato.

"Eu acho que o Presidente Lula passa por um momento difícil (...). Eu lamento, sinceramente. É sempre de lamentar uma pessoa que teve a trajetória que teve o Presidente Lula ter chegado a esse momento com tanta dificuldade, então eu prefiro não fazer comentários", disse aos jornalistas, no Rio de Janeiro.

Lula da Silva, a sua mulher, Marisa Letícia, Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e outras quatro pessoas ligadas à mesma empresa de construção civil foram denunciados pelo MPF na quarta-feira, sob acusação de terem cometido crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Lula da Silva reafirmou hoje a sua inocência e acusou os procuradores que o envolvem no processo de estarem a tentar afastá-lo da vida pública, numa altura em que se fala na sua candidatura às presidenciais de 2018.

Fernando Henrique Cardoso optou assim por não comentar as declarações de Lula da Silva, dizendo apenas: "Acho que é um momento em que ele está desabafando e dizendo o que está ao seu alcance para justificar-se".

O ex-chefe de Estado, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), falou ainda em cautela diante das acusações do Ministério Público Federal (MPF), separando a acusação do "processo de provas" e das decisões do judiciário.

O ex-governante falava ao lado do senador Aécio Neves, presidente do PSDB e o principal derrotado nas presidenciais de 2014, vencidas por Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), também destacou o "momento extremamente difícil por que passa o Presidente Lula".

"O único equívoco que eu vejo, e não é de agora, é recorrente, é que sempre que ele se vê em dificuldades, tenta transferir a outros responsabilidades que são suas", referiu.

Aécio Neves criticou a falta de um "mea culpa" ou da "grandeza de compreender que cometeram equívocos graves e ilegalidades que estão levando o PT e as suas principais lideranças a essa situação".

Lusa

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