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Operação Lava Jato

Michel Temer diz que não sabia da corrupção no PT porque era vice "decorativo"

O Presidente brasileiro, Michel Temer, afirmou esta quarta-feira em Nova Iorque que não tinha qualquer conhecimento da "corrupção no PT (Partido dos Trabalhadores), porque não tinha participação no Governo, sendo apenas um "vice-presidente decorativo".

"Não sabia. Vocês sabem que eu não tive participação no Governo. Um dia eu mesmo me rotulei de vice-presidente decorativo porque eu não tinha participação. Não acompanhava nada disso", disse Temer a jornalistas.

O Presidente, que assumiu plenas funções a 31 de agosto, na sequência do polémico processo de destituição de Dilma Rousseff por irregularidades orçamentais, referia-se a uma carta que enviou à ex-Presidente no final do ano passado, onde se lamentava ser um mero "vice decorativo".

O Partido dos Trabalhadores (PT) - de Dilma Rousseff e do ex-Presidente Lula da Silva, que foi constituído arguido na terça-feira, pela segunda vez, no âmbito da Operação Lava Jato - encontra-se numa situação sensível depois de várias detenções de quadros envolvidos no maior caso de corrupção da história do Brasil, centrado na petrolífera estatal Petrobras.

Na lista de investigados no âmbito da Lava Jato, constam políticos de vários partidos, incluindo do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), de Michel Temer.

Aos jornalistas, Michel Temer respondeu ainda que não deu conta do protesto das delegações de seis países, que saíram da assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) durante o seu discurso, na terça-feira.

Representantes de Venezuela, Equador e Nicarágua e a maioria dos membros da delegação da Costa Rica deixaram o plenário, enquanto os diplomatas da Bolívia e de Cuba já se tinham retirado do local antes do discurso e só regressaram depois de Michel Temer ter acabado de falar.

O processo de destituição de Dilma Rousseff dividiu a sociedade e gerou dúvidas interna e externamente, sendo que vários governos da região manifestaram publicamente o seu desagrado com o afastamento da ex-Presidente.

Lusa

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