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Presidente do Governo espanhol diz que não lhe agrada a situação política em Portugal

O presidente do Governo espanhol voltou hoje a criticar a intenção dos partidos de esquerda em Portugal de se coligarem contra a coligação PSD-CDS, afirmando que tal não lhe agrada já que é "partidário de que governe sempre o mais votado".

© Juan Medina / Reuters

"Sou partidário de que governe sempre o mais votado. Há precedentes que não me agradam. Vimo-lo em municípios [casos de Madrid, Valência ou Saragoça] em que todos se puseram contra o PP e não gostei. O que estou a ver agora em Portugal também não me agrada. As pessoas devem refletir sobre o que fazem com o seu voto", disse hoje Mariano Rajoy, presidente do Governo espanhol e presidente do PP espanhol.

É a terceira vez em menos de uma semana que Mariano Rajoy se pronuncia sobre a situação política em Portugal, depois de duas intervenções na quarta e na quinta-feira, durante o Congresso do Partido Popular Europeu (PPE) em Madrid, no qual participou como presidente do partido popular espanhol.

Na quinta-feira, Rajoy disse que uma coligação de esquerda em Portugal, entre o PS, o Bloco de Esquerda e o PCP, "seria negativo para os interesses de todos", e "não respeitaria" a vontade dos portugueses. No dia anterior tinha referido que os socialistas em Espanha poderão fazer o mesmo que António Costa em Portugal e unir-se com a extrema-esquerda do Podemos, algo que criticou.

Rajoy assinou hoje o documento que dissolve oficialmente o parlamento espanhol e marca as eleições gerais espanholas para 20 de dezembro. O decreto também estipula a constituição de novas Cortes (Parlamento) a 13 de janeiro. O ato em que Rajoy anunciou oficialmente as novas eleições também serviu para fazer um balanço da sua legislatura.

O presidente do Governo espanhol, em funções desde finais de 2011, fez mais uma vez um "apanhado" do desempenho económico de Espanha ao longo do seu mandato e deixou algumas pistas sobre o que vai ser a mensagem do PP espanhol na campanha eleitoral: "emprego, crescimento e confiança".

Lusa

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