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Líder da bancada do PSD questiona "ambição desmedida" de Costa para governar

O líder parlamentar do PSD questionou hoje as razões que estarão por trás da "ambição desmedida" socialista de governar e acusou António Costa de fazer "arranjinhos" com o BE, PCP e PEV numa tentativa de "adulterar a vontade do povo".

Lusa

Lusa

ANT\303\223NIO COTRIM

"O que estará por trás de tudo isto, deste novo PS e desta ambição desmedida e irresponsabilidade de não respeitar a vontade livre e democrática do povo português?", perguntou o presidente da bancada do PSD, Luís Montenegro, na primeira intervenção dos sociais-democratas no debate do programa do Governo.

Sublinhando que em 13 anos de parlamento e 22 de funções políticas nunca viu em Portugal "alguém que não tivesse vergonha de querer governar perdendo eleições", Luís Montenegro contrapôs a falta de legitimidade de António Costa para formar Governo com a "legitimidade plena e autoridade política" que o líder do PSD tem para ocupar o cargo primeiro-ministro.

"Está aí não porque os deputados o escolheram, nem porque o Presidente da República o escolheu, quem o escolheu foi o povo de forma livre e democrática", disse, dirigindo-se ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Já António Costa, acrescentou, está sentado "na mais representativa bancada da oposição, também no lugar que o povo quis que estivesse".

"O povo falou, o povo escolheu e o povo decidiu", resumiu, insistindo que Pedro Passos Coelho ganhou e António Costa perdeu "e nenhum dos dois foi por poucochinho".

Contudo, continuou, o secretário-geral do PS não concorda com isso e acha que "fazendo arranjinhos com o BE, o PCP e o PEV deve adulterar a vontade do povo",

"Nunca vi ninguém que quisesse derrubar governos escolhido pelo povo mesmo antes de esse governo ter executado o seu programa", afirmou.

Sem nunca falar do programa do Governo e centrado a sua intervenção exclusivamente nas críticas e ataques do PS, Luís Montenegro tentou 'desmontar' os argumentos socialistas de que o partido tem a mesma legitimidade para governar que teve Pedro Passos Coelho em 2011, quando se coligou com o CDS-PP depois das eleições.

Considerando que essa comparação só pode ser feita por "pura desonestidade política e intelectual", o líder parlamentar do PSD argumentou que em 2011 Passos Coelho ganhou as eleições, enquanto agora António Costa as perdeu.

"Em 2015, o PS perdedor parece querer fazer três contratos bilaterais para governar", disse.

Já na parte final da sua intervenção, Luís Montenegro questionou as razões porque o PS não tenta hoje fazer o que sempre fez na história da democracia portuguesa, referindo os anos de 1983, 1995 e 2009, quando o PS venceu as eleições sem maioria.

Respondendo à sua própria pergunta, Luís Montenegro disse ver a hipótese de António Costa ser muito diferente de Carlos Mota Pinto, Rui Machete, Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Ferreira Leite ou mesmo Pedro Passos Coelho.

"Carlos Mota Pinto, Rui Machete, Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho estiveram na posição do doutor António Costa mas fizeram o contrário do que António Costa quer fazer ao país", disse.

Na resposta à intervenção do líder da bancada do PSD, o primeiro-ministro corroborou Luís Montenegro, garantindo que se tivesse perdido as eleições não estaria a ocupar o cargo de primeiro-ministro.

Por outro lado, acrescentou, tendo ganho as eleições, se não tivesse assumido a responsabilidade de formar Governo teria "traído o voto dos portugueses".

"Numa democracia como a nossa estar na oposição não é menos digno do que estar no Governo", frisou ainda.

Lusa

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