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Bloco de Esquerda defende que Cavaco Silva tem de respeitar vontade da maioria dos portugueses

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, congratulou-se hoje com a queda do Governo da coligação PSD/CDS e considerou que o Presidente da República tem de respeitar a vontade da maioria dos portugueses e empossar um novo executivo.

MIGUEL A. LOPES

"Houve uma maioria que se expressou neste país com a esperança de querer uma mudança e essa mudança está aqui e agora. Foi esse o compromisso que fizemos desde o início, que se a direita não tivesse maioria não iria governar, porque cá estaríamos para responder pela vida daas pessoas, foi esse o compromisso que se fez", afirmou Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco, que se deslocou ao exterior do parlamento depois de a moção de rejeição do PS ao Programa do XX Governo Constitucional ter sido aprovada com 123 votos favoráveis de socialistas, BE, PCP, PEV e PAN, e implica a queda do executivo PSD/CDS-PP, disse que é tempo de o Presidente da República respeitar a vontade dos portugueses.

"O Presidente da República tem de respeitar o que é a vontade maioritária de quem se expressou nas eleições. Há hoje uma maioria de deputados na Assembleia da República que têm uma nova alternativa para Portugal e o Presidente da República tem de ouvir o resultado das urnas", assinalou Catarina Martins.

A dirigente do BE deslocou-se ao exterior da Assembleia da República para cumprimentar o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, que esta tarde participou numa manifestação promovida pela Central e que juntou centenas de ativistas e dirigentes sindicais junto à escadaria do parlamento.

"Hoje é um dia bom para tanta gente que tem sofrido tanto no nosso país, que não desistiu, que votou, que no seu voto pôs a esperança de uma mudança política concreta e aqui está ela, em nome de salários, de pensões, de emprego, em nome da dignidade de quem trabalhou toda uma vida e em nome de um futuro, para que possamos aqui viver e que não nos mandem embora", afirmou Catarina Martins.

Questionada sobre se o futuro executivo tem condições para cumprir um mandato, a responsável considerou tratar-se de "uma maioria estável" para governar quatro anos.

"Essa maioria é uma maioria estável porque a condição da sua estabilidade é o compromisso que faz com a estabilidade das pessoas que vivem em Portugal e porque a sua legitimidade é a legitimidade das pessoas que expressou o seu voto no dia 4 de outubro em nome de um novo futuro", rematou a coordenadora do BE.

Lusa