sicnot

Perfil

Novo Governo

Novo Governo

Novo Governo

Paulo Morais indigitava Costa de imediato para haver Governo em funções em 8 dias

O candidato presidencial Paulo Morais afirmou hoje que se fosse Presidente da República indigitava de imediato o secretário-geral socialista, António Costa, como primeiro-ministro, defendendo que em oito dias Portugal deveria ter o Governo em plenitude de funções.

(SIC/ Arquivo)

Em declarações à agência Lusa após um encontro com o padre Jardim Moreira, da Rede Europeia Anti-pobreza, Paulo Morais afirmou que, se fosse Presidente da República, e após a queda do Governo na terça-feira, "hoje mesmo teria convocado os partidos com assento parlamentar e teria indigitado o Dr. António Costa como primeiro-ministro", no pressuposto que o secretário-geral do PS "tem um acordo de incidência parlamentar que lhe garante estabilidade governativa".

"Pedir-lhe-ia que me apresentasse um Governo em 48 horas com dirigentes sérios, com políticos sérios. Nós precisamos de ministros sérios, o que não temos tido infelizmente nos últimos anos", disse ainda, defendendo que em oito dias deveria haver um Governo em plenitude de funções.

O candidato presidencial explicou ainda que pediria também ao António Costa que "não esgotasse o prazo de 10 dias para a apresentação do Programa do Governo, que o apresentasse já" porque "Portugal precisa de normalidade democrática".

"Já não a temos há 38 dias, as eleições foram no dia 04 de outubro. Estamos quase há 40 dias sem saber qual é o modelo governativo que vamos ter nos próximos tempos. O país não aceita isto, não atura isto", alertou.

Ressalvando que Cavaco Silva "fará seguramente aquilo que é o seu melhor entendimento", Paulo Morais explicou que defende "um entendimento de urgência, de emergência".

"Portugal tem necessidade urgente de ter uma normalidade democrática, que impõe ter um Governo em atividade, ter um parlamento a controlar a atividade do Governo e a propor medidas legislativas e desde logo aprovar o Orçamento do Estado para 2016", observou.

Para o ex-vice-presidente da Câmara do Porto, tanto quanto dizem as notícias e a informação que lhe vai chegando, "António Costa dispõe de um acordo de incidência parlamentar que lhe garante estabilidade governativa, tem já um programa do Governo e não faz sentido estar a esperar mais".

Lusa

  • Um retrato devastador do "pior dia do ano"
    2:47
  • Um olhar sobre a tragédia através das redes sociais
    3:22
  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.