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Manoel de Oliveira

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Filme inédito de Manoel de Oliveira com estreia mundial a 4 de maio no Porto

O filme inédito de Manoel de Oliveira, "Visita ou memórias e confissões", rodado em 1982 para ser mostrado publicamente só depois da morte do cineasta, tem estreia mundial agendada para segunda-feira, no Porto, adiantou à Lusa fonte camarária.

Manoel de Oliveira. (Arquivo)

Manoel de Oliveira. (Arquivo)

© Handout . / Reuters

Fonte oficial da Câmara do Porto revelou hoje à Lusa que "a estreia mundial" do filme de 68 minutos - com texto da escritora Agustina Bessa-Luís, e vozes de Diogo Dória e Teresa Madruga -- está marcada para as 18:30 de dia 04 de maio, no Teatro Municipal do Rivoli.

A mesma fonte indicou que a exibição tem "entrada livre" limitada aos lugares existentes e está a cargo da autarquia na sequência de uma cedência da Cinemateca Portuguesa.

A primeira exibição do filme chegou a estar programada para dia 05 de maio, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, mas a estreia mundial vai acontecer no Porto, terra natal do cineasta que faleceu a 02 de abril, aos 106 anos, em sua casa, no Porto.

"Visita ou memórias e confissões" permaneceu inédito durante mais de trinta anos, conservado e preservado nos cofres da Cinemateca, embora tivesse havido algumas "muito estritas exceções", respeitantes a exibições privadas.

De acordo com a Cinemateca o interdito de exibição mais alargada ao público foi "motivada por razões ligadas ao pudor envolvido na exposição autobiográfica".

No dia da morte do cineasta, José Manuel Costa, diretor da Cinemateca Portuguesa, em declarações à agência Lusa, revelou que o filme "começa por ser uma referência à casa onde vivia, que teve de deixar por vicissitudes da sua vida". 

"Tem um caráter pessoal que, devido a isso, ele pediu para só ser divulgado amplamente depois do seu falecimento", referiu José Manuel Costa.

Segundo o responsável, Manoel de Oliveira quis reservar a exibição para depois da morte, não porque quisesse ocultar qualquer facto, mas porque tem a ver com a vida dele. "É uma memória pessoal".

O último filme de Manoel de Oliveira foi a curta-metragem "O velho do Restelo", "uma reflexão sobre a Humanidade", estreada em dezembro passado, por ocasião do 106º aniversário.



Lusa
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