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Marcelo sucede a Cavaco

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Chefe de Estado moçambicano na posse de Marcelo

O chefe de Estado de Moçambique, Filipe Nyusi, assiste na quarta-feira em Lisboa à posse do novo homólogo português, Marcelo Rebelo de Rebelo de Sousa, adianta um comunicado da Presidência moçambicana enviado hoje à Lusa.

© Carlo Allegri / Reuters

Filipe Nyusi viaja para Lisboa acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, segundo o comunicado.

Esta é a segunda deslocação a Portugal do Presidente moçambicano em menos de um ano, após ter realizado em julho de 2015 uma visita de Estado, a primeira do seu mandato fora do continente africano .

Nyusi tomou posse a 15 de janeiro de 2015 e o Presidente português, Aníbal Cavaco Silva, foi o único chefe de Estado não africano presente na cerimónia, acompanhado pelo então vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

Na sequência das presidenciais, a 24 de janeiro, o Presidente moçambicano felicitou Marcelo Rebelo de Sousa pela sua eleição e declarou "total disponibilidade" para que ambos trabalhem no aprofundamento das relações entre os dois países.

"Manifesto a minha total disponibilidade para trabalhar consigo, de modo a que as relações entre a República de Moçambique e a República Portuguesa continuem a consolidar-se para o progresso económico e social dos nossos povos e países", declarou Filipe Nyusi na mensagem enviada a Marcelo Rebelo de Sousa.

Expressando "grande satisfação" pelo resultado das presidenciais e "votos de muitos sucessos" no mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, o chefe de Estado moçambicano disse estar convicto de que, com esta eleição, "os laços de amizade que, desde sempre, unem os dois povos e países continuarão a ser fortalecidos e aprofundados".

Para Filipe Nyusi, a parceria histórica entre os dois países tem sido testemunhada por "excelentes relações de amizade, solidariedade e cooperação e por progressos assinaláveis na esfera económica", salientando o aumento do investimento português em Moçambique.

Em entrevista à agência Lusa, antecedendo uma visita a Maputo no início de dezembro, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que, caso fosse eleito, esperava contribuir para "um entendimento natural" nas relações com Moçambique, país que classificou como a sua "segunda pátria".

"Quaisquer que sejam as funções que assumirei no futuro, está presente em Moçambique um tratamento privilegiado, um carinho especial e um entendimento natural que passa por muita gente moçambicana, muita dela responsável, e pelo estreitamento de relações entre países, instituições, economias, culturas e universidades", declarou o então candidato presidencial.

O ex-comentador político participou em dezembro no primeiro Fórum Social e Económico de Moçambique (Mozefo), realizado na capital moçambicana, onde viveu parte da sua juventude quando o seu pai, Baltazar Rebelo de Sousa, era governador-geral da antiga colónia portuguesa.

Além de Filipe Nyusi, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também estará em Lisboa para participar na cerimónia de tomada de posse de, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou a 01 de março o porta-voz do executivo comunitário.

O Presidente eleito vai jurar a Constituição original de 1976, perante 550 convidados no parlamento decorado com cerca de duas mil rosas com as cores da bandeira nacional.

Marcelo Rebelo de Sousa, ex-líder do PSD e comentador político, venceu as eleições de 24 de janeiro com 52% dos votos, tornando-se o quinto Presidente da República portuguesa desde o 25 de Abril de 1974, numas eleições em que se registou uma abstenção de 51%.

Lusa

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