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Marcelo sucede a Cavaco

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O que disse Marcelo Rebelo de Sousa desde 2014

Seleção de frases do Presidente da República eleito, Marcelo Rebelo de Sousa, desde 2014.

© Hugo Correia / Reuters

ANO DIA E MÊS FRASE
2014 19 de janeiro, TVI "Claramente, eu acho que ele [Pedro Passos Coelho] quis excluir na moção de estratégia [ao congresso do PSD] o candidato Marcelo Rebelo de Sousa [à Presidência da República]. Quis, o que é perfeitamente legítimo. Está nas suas mãos e quis fazê-lo."
17 de junho "Não me peçam para, a uma distância apesar de tudo tão significativa, dizer que vou ou que não vou [ser candidato à Presidência da República]. (...) Neste momento não é uma questão que povoe minimamente a minha mente."
24 de agosto, TVI "Da ótica da direção do partido, eu sou uma carta fora do baralho [numa candidatura às presidenciais de 2016]. Mas eu nunca mais digo nunca."
2015 22 de março "O próximo Presidente da República vai ser chamado a ter um desempenho mais interventivo do que aconteceu no passado recente pela razão de que, olhando à volta, não se vê facilmente que haja maiorias absolutas."
9 de maio "Naturalmente eu já disse o que penso e vê-se que tenho ideias sobre qual deve ser o magistério do Presidente da República e a atuação do Presidente da República. Acho que neste momento já não é mau. É como o código postal: é meio caminho andado."
24 de junho "Pode acontecer que os próximos cinco anos sejam um ciclo com um só Presidente da República, mas com dois ou três governos."
6 de outubro, TVI "Está ponderado o que havia a ponderar [sobre uma eventual candidatura à Presidência da República]."
9 de outubro "Cumprirei o meu dever moral de pagar a Portugal o que Portugal me deu. Serei candidato à Presidência da República de Portugal."
9 de outubro "Estabilidade e a governabilidade têm de estar o serviço do fim maior na política que é o combate pobreza."
17 de outubro "Não serei nem candidato nem Presidente de metade do país contra outra metade. Comigo as presidenciais não serão nem uma segunda volta das legislativas ou do Governo delas saído, nem a busca de uma muleta para alcançar o que não foi obtido nas legislativas ou no Governo."
19 de outubro "Este é, de facto, um momento muito difícil para os protagonistas políticos e muito interessante para os comentadores."
24 de outubro "No que depender de mim, tudo farei para tentar não onerar o meu sucessor com problemas evitáveis relativamente ao exercício dos poderes do Estado."
31 de outubro "[Não sou] defensor de eleições a cada seis meses, oito meses ou a cada ano."
7 de dezembro "Eu vou fazer o possível para que [este Governo] seja duradouro, neste sentido, porque se der certo é melhor para o país."
12 de dezembro, Expresso "Serei politicamente imparcial, mas socialmente parcial."
23 de dezembro, Jornal de Negócios "Acho que é mais fácil eu vencer as eleições do que o Braga ganhar a Taça de Portugal."
2016 10 de janeiro "Eu estou a comer já [cristas de galo] para não haver segunda volta, daí a subida de açúcar."
11 de janeiro "A instabilidade teria um custo monumental para o país."
11 de janeiro, Sobre a viabilização do Orçamento do Estado para 2016 "Se eu o fiz em condições que eram muito menos graves para o país, como líder da oposição, nesta altura era a pior altura para ter uma crise política, a somar a uma crise orçamental, a somar a uma situação económica de crise, com o contexto internacional que nos rodeia."
13 de janeiro "Eu lanço a candidatura e depois aceito os apoios e tenho estado a aceitar apoios de mandatários, de personalidades, de grupos, muitos dos quais não são do PSD."
15 de janeiro "Eu serei moderado, porque eu sou moderado."
16 de janeiro, sobre as comparações com Cavaco Silva "Somos diferentes, na formação, no percurso, na personalidade, de gerações diferentes, tudo isso faz estilos de presidência muito diversos."
22 de janeiro, SIC "O Governo está a fazer o que deve, que é continuar um caminho do Estado português de redução do défice, para fazer terminar o processo de défices excessivos."
24 de janeiro, discurso de vitória como Presidente da República eleito "É o povo quem mais ordena, e foi o povo que me quis dar a honra de me eleger Presidente da República de Portugal."
24 de janeiro "Não há vencidos nestas eleições presidenciais. Há portuguesas e portugueses sem exceções nem discriminações. E eu serei a partir de agora o Presidente de todas as portuguesas e de todos os portugueses, porque a Constituição o consagra e porque a minha consciência o dita."
24 de janeiro "Temos de corrigir injustiças que a crise agravou, sem comprometer a solidez financeira pela qual tantos portugueses se sacrificaram."
24 de janeiro "O país não se pode dar ao luxo de alimentar crispações."
23 de fevereiro "É a minha função, a partir do momento em que tomar posse, contribuir para que haja um período de estabilização na vida política portuguesa, o que significa sem crises, sem ambiente de campanha eleitoral sistemático, porque já tivemos um período longo de campanhas eleitorais e o país não pode viver sempre em campanha eleitoral."

Lusa

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