sicnot

Perfil

Mário Soares 1924-2017

Mário Soares 1924-2017

Mário Soares 1924-2017

Ministra da Administração Interna lamenta perda do "rosto da democracia"

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, disse este sábado, em Caminha, que morreu "o rosto da democracia portuguesa", considerando que a morte de Mário Soares é "uma enorme tristeza" para o país.

"É o rosto da democracia em Portugal. A ele todos nós devemos hoje a democracia no nosso país", afirmou a governante, que "em homenagem" a Mário Soares se escusou a falar sobre outros assuntos da atualidade.

Questionada pela agência Lusa, à margem da inauguração do cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, em Caminha, Constança Urbano de Sousa acrescentou trata-se de uma perda para "o país e para todos os portugueses".

"É uma enorme tristeza para todos nós", frisou, realçando o minuto de silêncio respeitado durante a inauguração da sala de espetáculos que assinalou o centenário dos bombeiros voluntários de Vila Praia de Âncora, em Caminha, no distrito de Viana do Castelo.

Na sequência do anúncio da morte do ex-Presidente, o Governo decretou três dias de luto nacional, a partir de segunda-feira.

Soares desempenhou os mais altos cargos no país e a sua vida confunde-se com a própria história da democracia portuguesa: combateu a ditadura, foi fundador do PS e Presidente da República.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares foi fundador e primeiro líder do PS, e ministro dos Negócios Estrangeiros após a revolução do 25 de Abril de 1974.

Primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, foi Soares a pedir a adesão à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e a assinar o respetivo tratado, em 1985. Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

Lusa

  • Alemães protestam contra a Extrema-Direita
    0:39
  • Incêndio urbano em Coimbra deixa cinco pessoas desalojadas

    País

    Um incêndio numa habitação na cidade de Coimbra deixou este domingo cinco pessoas desalojadas, disse à agência Lusa fonte dos Bombeiros Sapadores. Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra adiantou que o fogo destruiu uma parte substancial de um edifício de três andares em frente à sede da Associação Académica de Coimbra, na rua Padre António Vieira.