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Perfil

Mário Soares 1924-2017

Soares e a fundação do PS

Soares e a fundação do PS

Mário Soares foi o primeiro secretário-geral do Partido Socialista. Fundada em 1973, a nova força partidária viria a dar cartas no Portugal de antes e pós-25 de Abril. Um ano antes da Revolução dos Cravos, e sob a égide de Soares, o PS foi dos principais contestatários da visita que Marcello Caetano efetuou a Londres. O líder recém-eleito esteve entre os manifestantes que protestaram frente à embaixada de Portugal na capital britânica.

19 de abril de 1973. A cidade alemã de Bad Münstereifel acolhe em Congresso os militantes da Ação Socialista Portuguesa. Nesse dia rumaram à urbe da Renânia-Vestefália 27 oposicionistas oriundos de Portugal, de Londres, de Paris, de Genebra, da Suécia, da Argélia e do Brasil, entre outros destinos.

A discussão em torno da criação do Partido Socialista não foi consensual: sete delegados contestaram o momento da criação do partido, de estrutura frágil e com receio que fosse o ponto de partida para uma união mais à esquerda, entenda-se com o Partido Comunista; curiosamente, um dos votos contra partiu de Maria de Jesus Barroso, mulher de Mário Soares desde 1949; porém, às 18 horas daquela quinta-feira, véspera de sexta-feira santa e Dia do Índio no Brasil, todos aplaudiram o primeiro dia do resto da vida do PS.

O partido recém-criado fora de portas não perdeu tempo a transpô-las em matéria de oposição. De entre os documentos mais relevantes saídos do encontro que fundou o Partido Socialista está a brochura de protesto contra a visita de Marcelo Caetano a Londres e de divulgação da criação do próprio partido. E se a segunda parece de óbvia explicação, cumpre aqui dizer que a primeira se refere à deslocação efectuada pelo então Presidente do Conselho à capital britânica a 16 de Julho de 1973. Na véspera, dezenas de pessoas manifestaram-se frente à embaixada de Portugal em Londres, protestando contra a visita de Marcello Caetano e proclamando, alto e bom som, a natureza fascista do Governo português, bem como a sua política, apelidada de ditatorial.

Só em agosto de 1973 foram aprovadas a Declaração de Princípios e o Programa do PS; este preconizava um sistema parlamentar semelhante ao que era prática na Europa Ocidental mas, sinal dos tempos, contestava o Capitalismo como modelo económico.

Mário Soares seria secretário-geral do PS desde a primeira hora, nos idos de 1973, até 1986, altura em que foi eleito para o primeiro de dois mandatos que cumpriu como Presidente da República.

  • O regresso de Soares a Portugal após o 25 de abril
    3:46

    Mário Soares 1924-2017

    Por força das circunstâncias, Mário Soares assistiu fora de Portugal ao Movimento dos Capitães de Abril. Três dias depois da revolução, regressou ao país novo, envolto num banho de multidão que o acolheu vindo de Paris. Era o início de um longo e inédito protagonismo no Portugal democrático.

  • Soares, primeiro-ministro
    5:02

    Mário Soares 1924-2017

    Não foram fáceis os tempos em que Mário Soares presidiu aos governos da jovem democracia. Eleito chefe do Executivo do I Governo Constitucional, sê-lo-ia também do II e do IX. Os pedidos de ajuda ao FMI e a entrada de Portugal na CEE marcaram a ação governativa do histórico socialista.

  • Soares, o Presidente
    4:07

    Mário Soares 1924-2017

    Mário Soares cumpriu dois mandatos como Presidente da República. A sua ascensão a Belém ficou marcada por um duro combate político com a direita. Já enquanto Chefe do Estado, protagonizou com Cavaco Silva alguns dos momentos mais vivos de luta política entre dois homens com personalidades muito distintas. Os dois mandatos na Presidência ficam para sempre marcados pelas Presidências Abertas: o político ficou ainda mais popular nos contactos mantidos junto do povo.

  • As derrotas de Mário Soares
    3:03

    Mário Soares 1924-2017

    Dono de um percurso político invejável, Mário Soares teve de enfrentar algumas derrotas no longo trajeto que o consagrou como figura de proa do Portugal livre. A mais evidente terá sido o terceiro lugar nas eleições presidenciais quando, já com 80 anos, tentou um terceiro mandato em Belém. Antes disso, o Parlamento Europeu já havia rejeitado o político veterano na corrida à liderança da câmara dos eurodeputados.

  • Soares, advogado e (animal) político
    2:37

    Mário Soares 1924-2017

    Mário Soares emergiu em pleno para o combate político ainda durante a sua juventude. Licenciado em Direito, o jovem Soares usou a sua formação académica em prol dos que lutavam contra o antigo regime. A luta valeu-lhe a perseguição política e uma vida feita de sobressaltos e exílio. Foi apoiante das candidaturas presidenciais de Norton de Matos e Humberto Delgado e foi conquistando estatuto dentro e fora de portas, culminando na fundação do Partido Socialista.

  • Traço contínuo às curvas
    2:42
  • Quando se pode circular pela esquerda? A GNR explica (e fiscaliza)
    5:46

    Edição da Manhã

    A regra aplica-se a autoestradas e outras vias com esse perfil mas dentro das localidades há exceções. A Guarda Nacional Republicana está a promover em todo o território nacional várias ações de sensibilização e fiscalização no sentido de prevenir e reprimir a circulação de veículos pela via do meio ou da esquerda quando não exista tráfego nas vias da direita. O major Paulo Gomes, da GNR, esteve na Edição da Manhã. 

  • Jovens impedidas de embarcar de leggings

    Mundo

    A moda das calças-elásticas-super-justas volta a fazer estragos. Desta vez nos EUA onde duas adolescentes foram impedidas de embarcar num voo da United Airlines devido à indumentária, que não cumpria com as regras dos tripulantes ou acompanhantes da companhia aérea norte-americana.

    Manuela Vicêncio

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    0:45

    Economia

    Assunção Cristas diz que o défice de 2,1% só foi conseguido porque o Governo fez cortes cegos na despesa pública. Esta manhã, depois de visitar uma unidade de cuidados continuados em Sintra, a presidente do CDS-PP afirmou que, pelas contas do partido, sem cativações, o défice estaria nos 3,7%.

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    O Governo português continua a mostrar a indignação que diz sentir perante as declarações do presidente do Eurogrupo. O ministro dos Negócios Estrangeiros português garante que com Dijsselbloem "não há conversa possível". Jeroen Dijsselbloem começou por recusar pedir desculpa mas depois cedeu perante a onda de indignação.