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Mário Soares 1924-2017

Mário Soares 1924-2017

Mário Soares 1924-2017

Largas centenas de deputados, funcionários e populares aplaudem Mário Soares em São Bento

M\303\201RIO CRUZ

O cortejo fúnebre do antigo chefe de Estado Mário Soares recebeu esta terça-feira uma longa salva de palmas por parte de deputados, funcionários e cidadãos à passagem pelo parlamento e fundação com o seu nome, em São Bento, Lisboa.

O presidente da Assembleia da República, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, vice-presidentes e secretários da Mesa do parlamento, deputados de todos os partidos, antigos tribunos e numerosos funcionários saudaram o também ex-primeiro-ministro e fundador do PS.

O armão militar onde segue o caixão do estadista rumo à sede nacional dos socialistas e, depois, para o cemitério dos Prazeres, puxado por cavalos, parou breves segundos no patamar intermédio da escadaria monumental da Assembleia da República e, novamente, junto a um dos dois prédios ocupados pela Fundação Mário Soares, com dezenas de funcionários à varanda, empunhando cravos vermelhos, símbolo da Revolução de 25 de Abril de 1974.

Durante a passagem do extenso cortejo, Ferro Rodrigues e Pedro Nuno Santos integraram-no nas viaturas que são seguidas por dezenas de montadas da GNR, a fim de participarem no restante da cerimónia.

A Fundação Mário Soares, que ocupa os prédios nº 160 e 176 da rua de São Bento, ligados por terraço e jardim interiores, frente ao parlamento, foi constituída em setembro de 1991 com a missão de "defender e divulgar os valores cívicos, culturais e morais" do antigo Chefe de Estado, através de exposições e conferências, além da conservação e divulgação de documentos e textos históricos do acervo pessoal e outros.

A Casa-Museu - Centro Cultural João Soares e a Biblioteca João Soares, em Cortes, Leiria, com o nome do patriarca da família Soares também fazem parte daquela instituição de direito privado e utilidade pública sem fins lucrativos.

Uma enorme multidão, com flores e gritos de ordem, esperou o féretro no largo do Rato, junto à sede do PS, no momento de maior emoção popular registado até agora, antes da chegada ao cemitério dos Prazeres, previsivelmente pelas 16:00.

Pelas 13:00 houve uma sessão solene de homenagem nos Jerónimos, com discursos da família, do Presidente da República, do presidente da Assembleia da República e do primeiro-ministro, este através de um vídeo gravado.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi o primeiro secretário-geral do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985, precisamente no mesmo edifício manuelino em que foi velado desde segunda-feira.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

Lusa

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