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Massacre em Orlando

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Hillary diz que não se pode declarar guerra a toda a religião muçulmana

A potencial candidata presidencial do Partido Democrata dos Estados Unidos, Hillary Clinton, afirmou hoje que a resposta ao massacre de Orlando não pode ser o "partidarismo" e nem demonizar os muçulmanos, declarando guerra a uma religião.

© Gary Cameron / Reuters

"É hora de todos unirmos e recordar os que foram assassinados, apoiar a todos os que estão a sofrer e depois tratar de averiguar que mais podemos fazer", declarou a ex-secretária de Estado numa entrevista para a televisão NBC.

Na madrugada de domingo, Omar Mateen, de 29 anos, cidadão norte-americano de origem afegã, disparou sobre os clientes da casa noturna Pulse, voltada para o público LGBT, em Orlando, na Florida. Foi abatido posteriormente pela polícia depois de confrontar os agentes da autoridade.

O mais grave tiroteio em massa no país provocou, além das 49 vítimas, mais de 50 feridos e está a ser investigado pelo FBI como um ato terrorista. O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou hoje a autoria do tiroteio em Orlando, dizendo ter sido cometido por um "soldado do califado".

Segundo Hillary Clinton, "importa o que fazemos, não o dizemos (...) Para mim, jihadismo radical, islão radical, creio que significam o mesmo. Estou disposta a dizer alguma coisa aos dois", indicou.

A ex-secretária de Estado respondeu assim às críticas do virtual candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, que no domingo condenou tanto a sua provável rival nas eleições de novembro como o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por não usar a expressão "islão radical" ao referirem-se ao extremismo islâmico.

"Toda essa conversa, demagogia e retórica não vão resolver o problema. Eu não vou demonizar, ser demagoga e declarar guerra a toda uma religião", disse Hillary Clinton.

Num comunicado emitido no domingo pelo comité da sua campanha, enfatizou que o massacre de Orlando deve servir para recordar "uma vez mais que as armas de guerra não tem lugar" nas ruas e nem nas mãos de qualquer pessoa.

"Temos de tirar essas armas de guerra das ruas. Tivemos uma proibição sobre as armas de assalto e precisamos restabelecê-la", insistiu na entrevista a NBC.

Devido ao massacre, a candidata cancelou um ato político que iria realizar na cidade de Green Bay, no Wisconsin, na quarta-feira e que iria ser a sua primeira aparição de campanha junto a Obama.


Lusa

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