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Massacre em Orlando

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Trump acusa muçulmanos de não colaborarem com autoridades

O potencial candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou hoje os muçulmanos de não cooperarem com as autoridades para denunciar os suspeitos como Omar Mateen, que no domingo matou 49 pessoas em Orlando.

© Carlo Allegri / Reuters

Depois da virtual candidata democrata à Presidência, Hillary Clinton, ter relançado o debate sobre o acesso às armas de fogo nos Estados Unidos, o republicano criticou a comunidade muçulmana no país e no estrangeiro, como já havia feito depois dos atentados de Paris e em San Bernardino, no ano passado.

"Precisamos de centros de informação porque nas comunidades em que essas pessoas vivem, sabe-se que há algo estranho", disse Donald Trump numa entrevista por telefone na CNN.

"Mas não chamam a polícia, não informam o FBI (...). Os muçulmanos devem denunciar essas pessoas", complementou o republicano.

"Há milhares de pessoas que vivem nos Estados Unidos e têm o mesmo ódio em seu coração como ele (Omar Matten) e temos de saber quem são essas pessoas", acrescentou.

O milionário repetiu o seu apelo à proibição da entrada nos Estados Unidos de "pessoas que venham da Síria e de regiões do mundo com essa filosofia tão odiosa e horrível".

Disse ainda que se as pessoas estivessem armadas na casa noturna em Orlando, "não teríamos visto essa tragédia".

Num comunicado emitido no domingo pelo seu comité da campanha, Hillary Clinton enfatizou que o massacre de Orlando deve servir para recordar "uma vez mais que as armas de guerra não tem lugar" nas ruas e nem nas mãos de qualquer pessoa.

"Temos de tirar essas armas de guerra das ruas. Tivemos uma proibição sobre as armas de assalto e precisamos restabelecê-la", insistiu na entrevista a NBC.

Na madrugada de domingo, Omar Mateen, de 29 anos, cidadão norte-americano de origem afegã, disparou sobre os clientes da casa noturna Pulse, voltada para o público LGBT, em Orlando, na Florida. Foi abatido posteriormente pela polícia depois de confrontar os agentes da autoridade.

O mais grave tiroteio em massa no país provocou, além das 49 vítimas, mais de 50 feridos e está a ser investigado pelo FBI como um "ato terrorista". O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou hoje a autoria do tiroteio em Orlando, dizendo ter sido cometido por um "soldado do califado".

Lusa

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