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Orçamento do Estado 2016

"Ao contrário do que muitos desejavam, a Comissão Europeia não chumbou o Orçamento"

"Ao contrário do que muitos desejavam, a Comissão Europeia não chumbou o Orçamento"

Em Berlim, António Costa disse que está "particularmente satisfeito" com a decisão de Bruxelas. E que ao contrário do que muitos desejavam, a Comissão Europeia não chumbou o Orçamento.

"Tivemos uma boa notícia, a Comissão Europeia viabilizou e considera que há riscos. Mas não há orçamentos sem riscos, à governação compete evitar os riscos e reforçar a confiança", disse.

O governante manifestou-se "particularmente satisfeito" por o seu executivo ter demonstrado ser "possível mudar a página, seguir no euro e seguir uma governação responsável e uma visão para a Europa".

A Comissão Europeia aprovou hoje o projeto de Orçamento do Estado de Portugal para 2016, anunciou o vice-presidente do executivo comunitário responsável pelo Euro, Valdis Dombrovskis, no final de uma reunião extraordinária do colégio de comissários em Bruxelas.

"A 22 de janeiro, Portugal enviou à Comissão um projeto de plano orçamental para este ano (...) que estava claramente em violação das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Nas últimas semanas, tiveram lugar contactos políticos e técnicos intensos para assegurar que o plano orçamental de Portugal para este ano cumpria as regras, e como resultado a Comissão não teve de pedir um plano revisto às autoridades portuguesas", anunciou Valdis Dombrovskis.

O vice-presidente da "Comissão Juncker" disse que os últimos compromissos assumidos pelo Governo permitiram "evitar uma rejeição do plano" orçamental, mas salientou que, ainda assim, a Comissão concluiu que o projeto orçamental "está em risco de incumprimento das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento, pelo que convida as autoridades portuguesas a tomar as medidas necessárias para assegurar que cumpre as regras orçamentais".

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    Grande Reportagem SIC

    2017 ficará como o ano da Catalunha e de como a região espanhola foi falada em todo o mundo, por causa do grito de independência que não aconteceu. O jornalista Henrique Cymerman esteve na Catalunha e foi um dos poucos repórteres do mundo que conseguiu chegar ao esconderijo do presidente demissionário do Governo catalão, Carles Puigdemont, em Bruxelas.