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OE 2016

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Orçamento do Estado 2016

Jerónimo de Sousa diz que Orçamento do Estado "embaraça" direita

O secretário-geral do PCP afirmou hoje que a proposta de Orçamento do Estado para 2016 (OE2016) "embaraça" e provoca "desespero" na direita pelos sinais de reversão das políticas de empobrecimento e exploração do trabalho.

Tiago Petinga

Na resposta a Jerónimo de Sousa, durante o debate parlamentar sobre o documento do Governo socialista, o primeiro-ministro, António Costa, elogiou a "postura construtiva" dos comunistas, que vão votar a favor na generalidade pela primeira vez, admitindo não existir a "mesma visão de participação no quadro da zona euro" de Portugal.

"Este OE fica aquém do necessário e até do possível", segundo o líder do PCP, mas é ainda assim "suficiente para causar embaraço e desespero" junto das bancadas de PSD e CDS-PP, uma vez que contém "sinais de reversão das políticas de exploração e empobrecimento pelo grande capital", apesar de contemplar "medidas" não acompanhadas pelo PCP.

Para Jerónimo de Sousa, "a fonte da ira de PSD, CDS e dos poderosos" é um OE que "incomoda os saudosistas da política da terra queimada, do 'custe o que custar'".

"PS, PCP, PEV e BE conseguiram encontrar nesta Assembleia da República uma maioria que permitisse apresentar este OE, que não é o OE que a direita teria apresentado", congratulou-se António Costa, salientando a "procura de soluções" por parte do PCP, nomeadamente em sede de especialidade, tentarão "conseguir acomodar no OE, na medida do possível".

O chefe do Governo garantiu querer cumprir os "compromissos no quadro da zona euro", mas "sem sacrificar salários e pensões e sua tributação".

"Pudemos provar que isso é possível. O anterior Governo quis utilizar a 'troika', a Comissão Europeia, para executar a política de empobrecimento porque acreditam que é por aí que podemos ganhar competitividade", lamentou.

PSD e CDS-PP anunciaram já o seu voto contrário ao documento do Governo socialista, enquanto BE, PCP e PEV afirmaram ir apoiar o documento do executivo liderado por António Costa, embora com sugestões de alteração, permitindo assim a sua viabilização.

A discussão do OE2016 começou hoje, na Assembleia da República, prolongando-se até terça-feira, data da votação na generalidade, pela tarde. O OE2016 será depois analisado e discutido pelos deputados na especialidade, com debates marcados para 10, 14 e 15 de março e a sua votação final global em 16 de março.

Lusa

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