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Orçamento do Estado 2017

Jerónimo considera "inaceitável" retroceder na reposição de direitos e rendimentos

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse sábado, nos Açores, que seria inaceitável o Orçamento de Estado para 2017 retroceder na reposição de direitos e rendimentos.

ANTONIO-ARAUJO

"O pior que poderia acontecer era que este Governo considerasse que era altura de retrocessos, que era altura de fazer o mesmo que outros fizeram, isso seria inaceitável", afirmou Jerónimo de Sousa, num jantar em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, com candidatos da CDU às eleições legislativas regionais dos Açores, que ocorrem a 16 de outubro.

Jerónimo de Sousa referiu que tendo em conta a nova relação de forças existentes na Assembleia da República foi possível "recuperar e repor direitos e rendimentos", dando o exemplo do Orçamento de Estado para 2016, pelo que considerou "importante" que o mesmo ocorra em 2017.

"A nossa disponibilidade é para examinar esta proposta de Orçamento de Estado, examinar com a ideia que é preciso continuar a repor rendimentos e direitos", referiu Jerónimo de Sousa, destacando que para o Partido Comunista Português (PCP) tem "um grande significado" a proposta de aumento de reformas e pensões.

Para o dirigente comunista e deputado no parlamento "é preciso que os reformados e pensionistas recuperem algum poder de comprar", pelo que o PCP vai bater-se por um "aumento extraordinário de 10 euros" para todas as pensões.

Segundo disse Jerónimo de Sousa a proposta comunista não foi acompanhada ao princípio pelo PS e o Bloco de Esquerda, mas este último partido já se deixou convencer.

Além de uma direita "enraivecida, que não soube perder e está em permanente negação e a anunciar desgraças", Jerónimo de Sousa criticou os círculos de decisão da União Europeia e as suas instituições por não gostarem da solução política encontrada em Portugal, nem do caminho seguido de recuperação e reposição de direitos e rendimentos.

"Semana sim, semana sim lá vem ora o presidente do Conselho Europeu, ora o presidente do Eurogrupo, ora o Fundo Monetário Internacional (FMI) sempre a ameaçar com cortes, sanções, multas e cativação de fundos estruturais", afirmou o secretário-geral do PCP, classificando estas atitudes de "chantagem inaceitável" que coloca a Portugal a "necessidade urgente" de se libertar "destes constrangimentos".

Lusa