sicnot

Perfil

Orçamento do Estado 2017

Previsões de crescimento pioram para 1,2% e do défice para 2,4%

(Arquivo)

© Rafael Marchante / Reuters

O Governo piorou as estimativas para o conjunto deste ano, esperando agora um crescimento económico de 1,2% e um défice orçamental de 2,4% do PIB, segundo o relatório de Orçamento do Estado para 2017 (OE2017).

De acordo com a proposta orçamental, entregue hoje na Assembleia da República e a que a agência Lusa teve acesso, o executivo liderado por António Costa está agora mais pessimista do que estava em abril, quando enviou à Comissão Europeia o Programa de Estabilidade.

Na altura, o Governo estimava um crescimento económico de 1,8% e um défice orçamental de 2,2% para o conjunto de 2016, os mesmos valores inscritos no Orçamento do Estado para 2016 (OE2016), conhecido em fevereiro.

No entanto, nas negociações com a Comissão Europeia para a não aplicação das sanções em julho, o Governo admitia um "cenário alternativo", que previa um abrandamento do crescimento económico para 1,4% este ano e, nessa situação, um défice de 2,3% este ano.

Ainda assim, os números conhecidos hoje acabam por ser superiores aos admitidos pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, na altura.

No entanto, o executivo revê em alta a estimativa de dívida pública para o conjunto do ano, de 124,8% do PIB previstos no Programa de Estabilidade, para 129,7% do PIB.

O Governo mantém a previsão de um défice estrutural de 1,7% em 2016, previsto no Programa de Estabilidade, mas revê ligeiramente em baixa, de 11,4% para 11,2%, a taxa de desemprego prevista para este ano, e a taxa de inflação, de 1,2% para 0,8%.

Lusa

  • Atacantes usaram "tática defendida pelos extremistas do Daesh"
    1:43

    Ataque em Barcelona

    O ex-presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo esteve em direto, para a SIC Notícias, onde falou sobre o ataque desta quinta-feira nas Ramblas, em Barcelona. José Manuel Anes falou na tática defendida na revista dos extremistas do Daesh e que foi usada neste ataque: a utilização de viaturas "de preferência as mais pesadas para matar o maior número de pessoas".