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Londres exibe filme de realizador iraniano ausente dos Óscares em resposta a Trump

O ator Shahab Hosseini e o realizador iraniano Asghar Farhadi

A capital britânica vai assinalar a noite dos Óscares com a exibição pública, em Trafalgar Square, do filme "O vendedor", do realizador iraniano Asghar Farhadi, nomeado para melhor filme estrangeiro, anunciou esta terça-feira o 'mayor' Sadiq Khan.

O presidente da câmara de Londres disse que a cidade ia fazer uma exibição gratuita do filme, no próximo dia 26, numa resposta ao decreto de exclusão do presidente norte-americano, Donald Trump, para celebrar a cidade "como polo internacional de criatividade e de diversidade.

"Asghar Farhadi vai estar ausente da cerimónia de Hollywood, na sequência das medidas anti-imigração de Donald Trump, e classificou a iniciativa do 'mayor' de Londres "como símbolo de unidade, contra a separação dos povos".

O realizador iraniano Asghar Farhadi declarou, no final de janeiro, que não iria à cerimónia de entrega dos Óscares, em Los Angeles, no dia 26 deste mês, em protesto contra o decreto de exclusão do presidente norte-americano.

Asghar Farhadi divulgou um comunicado, a 29 de janeiro, no qual afirmava ter decidido não se deslocar a Los Angeles para a cerimónia dos Óscares, ao contrário do que tinha planeado, "mesmo que se verificassem exceções que permitissem" a viagem, por serem "inaceitáveis" as medidas decretadas pelo presidente norte-americano.

O depoimento do cineasta, vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2012 com o filme "Uma Separação", foi prestado ao jornal The New York Times, que o publicou integralmente, na sua página na internet.

"Lamento anunciar, através deste depoimento, que decidi não comparecer na cerimónia da Academia", escreveu Farhadi.

"Nunca tive intenção de boicotar a cerimónia", para mais quando a "indústria do cinema e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas se opõem a fanatismos e extremismos".

"Agora, porém, parece-me que a possibilidade de estar presente é acompanhada muitos 'ses' e 'mas', o que é inaceitável para mim", escreveu Farhadi.

"Durante anos, dos dois lados do oceano, os partidários de linha dura tentaram apresentar ao seu povo uma imagem irreal, assustadora, de outras nações e culturas, com o objetivo de transformar as diferenças em desacordo, o desacordo em inimizade e, esta, em medo", escreveu o realizador, que acrescentou: "Promover o medo junto das pessoas é um factor importante para justificar atos extremistas e fanáticos (...). Humilhar uma nação com o pretexto da segurança não é um fenómeno novo na história" e contribuiu sempre para aumentar divergências e conflitos."

Lusa

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