sicnot

Perfil

Panama Papers

Panama Papers

Panama Papers

Messi nega envolvimento no caso "Panama Papers" e diz que acusações são "injuriosas"

O futebolista argentino do FC Barcelona Lionel Messi negou esta segunda-feira as acusações de envolvimento num esquema de evasão fiscal e numa rede de branqueamento de capitais, reveladas pela maior investigação jornalística da história, conhecida como "Panama Papers".

Lionel Messi, jogador do FC Barcelona, o seu pai eram donos de uma empresa do Panamá, a Mega Star Enterprises Inc, um novo nome à lista de empresas de fachada conhecidas por estarem ligadas a Messi.

Lionel Messi, jogador do FC Barcelona, o seu pai eram donos de uma empresa do Panamá, a Mega Star Enterprises Inc, um novo nome à lista de empresas de fachada conhecidas por estarem ligadas a Messi.

© Albert Gea / Reuters

O futebolista argentino do FC Barcelona Lionel Messi negou hoje as acusações de envolvimento num esquema de evasão fiscal e numa rede de branqueamento de capitais, reveladas pela maior investigação jornalística da história, conhecida como "Panama Papers".

"Lionel Messi não levou a cabo nenhum dos atos que se imputam nas informações, sendo falsas e injuriosas as acusações de que desenhou um novo esquema de evasão fiscal e, inclusive, de que criou uma rede de branqueamento de capitais", assegura um comunicado assinado pela família Messi.

Os Messi esclarecem que a sociedade panamiana, Mega Star Enterprises, a que se referem as informações, reveladas no domingo pela investigação denominada "Panama Papers", trata-se de "uma companhia totalmente inativa, que nunca teve fundos nem contas correntes abertas".

Segundo o comunicado firmado pelo cinco vezes Bola de Ouro, a mesma sociedade deriva de "uma antiga estrutura societária desenhada pelos anteriores assessores fiscais da família Messi, cujas consequências fiscais para Lionel Messi já foram regularizadas".

No texto, os Messi garantem ter declarado todos os rendimentos resultantes da exploração dos direitos de imagem da estrela argentina do FC Barcelona, pelo que consideram que os factos em que se baseiam as informações, assentam em "meras suposições" e partem de documentação "parcial e enviesada".

"O anteriormente exposto é especialmente grave, uma vez que se trata de imputar acontecimentos delitivos tão sérios como a fraude fiscal e o branqueamento de capitais, que acarretam danos irreparáveis para Lionel Messi", assegura o comunicado, que indica que a família Messi deu instruções aos seus advogados para analisar eventuais ações legais contra os meios de comunicação que difundiram as notícias referentes ao futebolista do "Barça".

A maior investigação jornalística da história, divulgada na noite de domingo, envolve o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla inglesa), com sede em Washington, e destaca os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

A investigação resulta de uma fuga de informação e juntou cerca de 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da empresa panamiana Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas "offshore" em mais de 200 países e territórios.

A investigação refere que milhares de empresas foram criadas em "offshores" e paraísos fiscais para centenas de pessoas administrarem o seu património, entre eles o rei da Arábia Saudita, elementos próximos do presidente russo Vladimir Putin, o presidente suspenso da UEFA, Michel Platini, e a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón.

Lusa

  • Como chefes de Estado, criminosos e celebridades escondem o dinheiro
    2:55

    Panama Papers

    O Ministério Público do Panamá vai investigar as denúncias de fraude, lavagem de dinheiro e evasão fiscal divulgadas pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação que envolve a empresa de advogados Mossack Fonseca, com sede no Panamá. Em causa está o enriquecimento ilícito e a fuga ao fisco de políticos, empresários, celebridades e criminosos de todo o mundo. Os dados foram conhecidos através de uma fuga de informação que divulgou mais de 11 milhões de documentos.

  • Aviação russa matou mais de 11 mil pessoas na Síria

    Mundo

    Pelo menos 11.612 pessoas morreram na Síria em resultado dos bombardeamentos da aviação russa, aliada do Governo de Damasco, iniciados em 30 de setembro de 2015, de acordo com dados publicados hoje pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

  • Mais de 500 casos de sarampo na Europa este ano, avisa OMS

    Mundo

    Mais de 500 casos de sarampo foram reportados só este ano na Europa, afetando pelo menos sete países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Portugal, a OMS reconheceu oficialmente a eliminação do vírus do sarampo no verão do ano passado.