sicnot

Perfil

Panama Papers

Panama Papers

Panama Papers

Oposição islandesa formaliza moção de censura ao primeiro-ministro

A oposição islandesa formalizou hoje a entrega de uma moção de censura ao primeiro-ministro Sigmundur Davío Gunnlaugsson, após a revelação de que o governante possui bens dissimulados num paraíso fiscal, no âmbito da publicação dos chamados Panama Papers.

© Carlo Allegri / Reuters

Sem especificar quando será agendada a moção de censura, as quatro forças políticas da oposição (sociais-democratas, Piratas, Esquerda Verdes e Futuro Brilhante) pediram que seja retirada a confiança ao governante, a dissolução do parlamento e a convocação de novas eleições.

Horas antes, o primeiro-ministro islandês, líder do Partido Progressista, tinha excluído uma eventual demissão.

"Não considerei demitir-me devido a isso e não me demitirei devido a isso", declarou o chefe do Governo à cadeia televisiva Stöd 2.

A oposição islandesa exigiu o afastamento de Gunnlaugsson logo após a divulgação dos documentos, onde se refere que terá criado em 2007 uma sociedade com a sua mulher nas ilhas Virgens britânicas para gerir a sua fortuna.

A mulher de Gunnlaugsson, Anna Sigurlaug Palsdottir, divulgou publicamente em meados de março a existência dessa sociedade, designada Wintris, que gere a fortuna que herdou de seu pai, um antigo empresário, e negou qualquer evasão fiscal.

O caso está a revelar-se particularmente sensível num país ainda marcado pelos escândalos da década de 2000 que envolveram o setor financeiro e pelo colapso económico registado em 2008.

De acordo com os documentos publicados, Gunnlaugsson, de 41 anos, deteria 50% da sociedade envolvida até ao final de 2009. Quando foi eleito pela primeira vez deputado em abril de 2009, na qualidade de líder do Partido Progressista, omitiu essa participação na sua declaração de património.

Uma investigação realizada por uma centena de jornais em todo o mundo sobre 11,5 milhões de documentos revelou bens em paraísos fiscais de 140 responsáveis políticos ou personalidades públicas.

O conjunto de documentos, denominados Panama Papers, provém da empresa de advogados panamiana Mossack Fonseca.

Segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que reuniu para este trabalho 370 jornalistas de mais de 70 países, mais de 214.000 entidades offshore estão envolvidas em operações financeiras em mais de 200 países e territórios em todo o mundo.

Com Lusa

  • "A vitória de Bruno de Carvalho pode ser uma vitória de Pirro"
    1:01
    O Dia Seguinte

    O Dia Seguinte

    2ªFEIRA 21:50

    As eleições para a presidência do Sporting realizam-se no próximo sábado e os comentadores d'O Dia Seguinte avaliaram já as hipóteses de vitória dos candidatos. Rui Gomes da Silva considera que a gravação que implicava José Maria Ricciardi não vai influenciar a decisão de voto. Já Paulo Farinha Alves acredita que Bruno de Carvalho vai vencer a eleição. Contudo José Guilherme Aguiar avisa as eleições podem não trazer estabilidade ao Sporting.

  • Bomba encontrada na Nazaré pode ter sido largada durante 2.ª Guerra Mundial
    2:26

    País

    A bomba que esta segunda-feira veio nas redes de um arrastão na Nazaré já foi detonada. O engenho explosivo foi identificado como uma bomba de avião por especialistas da Marinha, que eliminaram também o perigo equivalente a 600 quilogramas de TNT. A bomba sem qualquer inscrição tinha um desgaste evidente e, segundo a Marinha, pode ter sido largada de um avião durante a 2.ª Guerra Mundial.

  • SIC revela relatório que provava falência do GES
    2:06
  • Sócrates acusa Cavaco de conspiração
    0:57
  • Bastidores do sambódromo: um espétaculo à parte
    3:22
  • "Geringonça" elogiada na Europa e EUA
    4:22
  • Como a maioria de Esquerda gere as votações
    2:15

    País

    A gestão entre os partidos é feita diariamente mas nem sempre PCP e Bloco de Esquerda têm votado ao lado do Governo. A SIC ouviu um politólogo, que diz que o objetivo é cada um salientar as diferenças que os separam do PS. No entanto, também há exemplos que provam que nenhum dos partidos quer pôr em causa a estabilidade política.