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Presidente da Islândia recusa dissolver o Parlamento

O Presidente da Islândia recusou hoje dissolver o Parlamento do país, contrariando um pedido nesse sentido emitido pelo primeiro-ministro Sigmundur David Gunnlaugsson, alegadamente envolvido no caso "Panama Papers".

Presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimsson

Presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimsson

© Mihai Barbu / Reuters

Previamente, o chefe do Executivo tinha ameaçado dissolver o Parlamento caso o seu aliado Partido da Independência optasse por abandonar a coligação governamental.

Na segunda-feira, Gunnlaugsson tinha excluído demitir-se após a revelação de que possui bens dissimulados num paraíso fiscal, no âmbito da publicação dos chamados "Panama Papers".

A oposição de esquerda exigiu o seu afastamento logo após a divulgação dos documentos, onde se refere que terá criado em 2007 uma sociedade com a sua mulher nas ilhas Virgens britânicas para gerir a sua fortuna.

Se acordo com os documentos publicados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), Gunnlaugsson, 41 anos, deteria 50 por cento da sociedade envolvida até ao final de 2009. Quando foi eleito pela primeira vez deputado em abril de 2009, na qualidade de líder do Partido Progressista, omitiu essa participação na sua declaração de património.

Na noite de segunda-feira a oposição convocou uma manifestação frente ao parlamento para exigir a demissão do primeiro-ministro.

Após um governo social-democrata, que subiu ao poder na sequência do colapso económico da Islândia em 2008, Gunnlaugsson garantiu o cargo de primeiro-ministro em 2013 com o apoio do Partido da Independência, cujo líder, Bjarni Benediktsson, atual ministro das Finanças, também surge nos "Documentos do Panamá".

Uma lista de mais de 70 nomes de chefes ou ex-chefes de Estado alegadamente envolvidos em esquemas de corrupção com sociedades 'offshore' foi divulgada no domingo pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.

Os documentos revelam que milhares de empresas foram criadas em paraísos fiscais para que políticos e personalidades administrassem o seu património.

Lusa

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