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Próximos de Le Pen usam offshore para tirar dinheiro de França

Figuras muito próximas da líder da Frente Nacional francesa terão montado um "sistema sofisticado" de utilização de praças "offshore" para fazer sair dinheiro de França, avança hoje o jornal Le Monde, baseando-se no caso dos "Panama Papers".

Reuters

De acordo com o diário francês, elementos do "primeiro círculo de fiéis" de Marine Le Pen "puseram em prática um sistema offshore sofisticado" para tirar dinheiro de França.

"O sistema, entre Hong Kong, Singapura, as Ilhas Virgens Britânicas e o Panamá", foi "utilizado para fazer sair dinheiro de França, através de sociedades fictícias e de faturas falsas, com o objetivo de escapar aos meios franceses para evitar o branqueamento de capitais", adianta o jornal.

O Le Monde, com base no caso dos Panama Papers da empresa Mossack Fonseca, aponta o nome de do contabilista e ex-conselheiro da FN Nicolas Crochet e do empresário Frederic Chatillon, chefe da empresa Riwal, que criou serviços de comunicação para os candidatos da Frente Nacional.

Quando estava iminente a divulgação do caso, Chatillon disse na segunda-feira que iria colocar à disposição dos jornalistas os "documentos comprovativos da legalidade de todas as operações".

A Frente Nacional assegurou, entretanto, em comunicado, "não estar envolvida no caso 'Panama Papers'".

De acordo com o Le Monde, "em 2012, logo após a eleição presidencial, Frederic Chatillon combinou com Nicolas Crochet fazer sair 316.000 euros da Riwal e do território francês".

A maior investigação jornalística da história, divulgada na noite de domingo, envolve o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla inglesa), com sede em Washington, e destaca os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

A investigação resulta de uma fuga de informação e juntou cerca de 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da empresa panamiana Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas "offshore" em mais de 200 países e territórios.

Com Lusa

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