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Panama Papers

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Relações perigosas entre agentes secretos e Mossack Fonseca

O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação divulgou este domingo o resultado de uma investigação que dá conta de um escândalo de corrupção à escala mundial. Os "Panama Papers" revelam nomes de mais de 100 políticos, incluindo vários líderes no ativo, e dezenas de figuras públicas que estão alegamente envolvidas. A pesquisa jornalítica, na qual participa também o semanário Expresso, tem vindo nos últimos dias a dar mais informações sobre as ligações perigosas entre a empresa Mossack Fonseca, do Panamá, e diversas personalidades e empresas. Funcionários da CIA e outros agentes secretos, nem todos com nomes reais, surgem também implicados neste caso.

Adnan Khashoggi surge nos ficheiros da Mossak Fonseca desde 1978, quando se tornou presidente da empresa sediada no Panamá ISIS Overseas S.S.. O multimilionário saudita negociou vendas de armas à Arábia Saudita, nos anos 70, por milhares de milhões de dólares, e assumiu um papel revelante para os Estados Unidos, no caso da venda de armamento da CIA ao Irão.

Adnan Khashoggi surge nos ficheiros da Mossak Fonseca desde 1978, quando se tornou presidente da empresa sediada no Panamá ISIS Overseas S.S.. O multimilionário saudita negociou vendas de armas à Arábia Saudita, nos anos 70, por milhares de milhões de dólares, e assumiu um papel revelante para os Estados Unidos, no caso da venda de armamento da CIA ao Irão.

Farhad Azima criou a sua primeira companhia offshore através da Mossak Fonseca. A ALG Limitada, fundada em 2000 nas Ilhas Virgens Britânicas era, por sua vez, uma empresa aeronáutica privada sediada nos EUA com uma frota de mais de 60 aviões. Farhad Azima foi um dos implicados num dos maiores escândalos políticos dos Estados Unidos, o caso Irão-Contras, que veio a público durante a administração Reagan.

Farhad Azima criou a sua primeira companhia offshore através da Mossak Fonseca. A ALG Limitada, fundada em 2000 nas Ilhas Virgens Britânicas era, por sua vez, uma empresa aeronáutica privada sediada nos EUA com uma frota de mais de 60 aviões. Farhad Azima foi um dos implicados num dos maiores escândalos políticos dos Estados Unidos, o caso Irão-Contras, que veio a público durante a administração Reagan.

© Kieran Doherty / Reuters

Os documentos agora revelados ajudam a compreender como é que tantos traficantes de armas com ligações à CIA (Agência Central de Inteligência) conseguiram criar empresas para ganhos pessoais. Os "Panama Papers" vêm também explicar os esquemas usados por centenas de espiões e funcionários da CIA que usavam companhias offshore durante e depois dos anos de serviço para a agência norte-americana.

A investigação resulta de uma fuga de informação e juntou cerca de 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da sociedade de advogados Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas offshore em mais de 200 países e territórios.

Os "Panama Papers" revelam que um dos clientes da Mossack Fonseca é o primeiro chefe das secretas sauditas que foi descrito por Washington como o "principal elo de ligação" norte-americano "com todo o Médio Oriente, desde meados dos anos 70 até 1979". O xeque Kamal Adham controlou várias empresas offshore que, por sua vez, estiveram envolvidas num escândalo financeiro nos EUA.

A Mossack Fonseca aceitou também nomes de companhias como Goldfinger, Skyfall, GoldenEye, Blofeld, entre outros títulos de filmes e vilões de romances policiais. Há registos de correspondência trocada com indivíduos que assumiam nomes de personagens criadas para filmes e séries sobre espionagem, como Austin Powers ou Jack Bauer.

Os "Panama Papers" mostram, contudo, que a relação entre a Mossack Fonseca e o mundo dos serviços secretos e espionagem vai muito além do plano da ficção.

Farhad Azima criou a sua primeira companhia offshore através da Mossak Fonseca. A ALG Limitada, fundada em 2000 nas Ilhas Virgens Britânicas era, por sua vez, uma empresa aeronáutica privada sediada nos EUA com uma frota de mais de 60 aviões. Farhad Azima foi um dos implicados pela imprensa num dos maiores escândalos políticos dos Estados Unidos, o caso Irão-Contras, que veio a público durante a administração Reagan.

Outras das ligações perigosas entre a CIA e a Mossak Fonseca revela-se nome de Loftur Johannesson, natural de Reiquiavique, conhecido como "o islandês" e com relações com a agência norte-americana nos anos 70 e 80. Em troca de fazer chegar armamento às guerrilhas anticomunistas do Afeganistão, "o islandês" comprou casa nos Barbados e um terreno em França. Já depois de reformado, em 2002, surge nos documentos da sociedade de advogados com ligações a pelo menos quatro empresas com sede nas Ilhas Virgens Britânicas.

Adnan Khashoggi surge nos ficheiros da Mossak Fonseca desde 1978, quando se tornou presidente da empresa sediada no Panamá ISIS Overseas S.S.. O multimilionário saudita negociou vendas de armas à Arábia Saudita, nos anos 70, por milhares de milhões de dólares, e assumiu um papel revelante para os Estados Unidos, no caso da venda de armamento da CIA ao Irão.

Outro nome revelado nos "Panama Papers" é Sokratis Kokkalis, multimilionário grego, noutros tempos conhecido sob o pseudónimo de "agente Rocco" pelas suas ligações à Stasi, polícia política da antiga Alemanha de Leste.

Francisco P. Sánchez, que deveria ser Francisco Paesa Sánchez, consta também dos ficheiros da Mossak Fonseca. Agente secreto espanhol, Paesa amealhou uma pequena fortuna a perseguir separatistas, antes de fugir de Espanha. Em 1998 encenou a sua própria morte, mas em 2004 foi encontrado no Luxemburgo. Entre os negócios de Paesa, incluem-se também sete empresas aceites pela sociedade de advogados, todas sediadas nas Ilhas Virgens.

Claus Mollner, ou Werner Mauss, é mais um dos nomes nos documentos da Mossak Fonseca. Também conhecido por Agente 008, ou "o homem dos nove dedos" por ter perdido o dedo indicador, Mauss autointitulava-se o primeiro espião alemão. Embora o verdadeiro nome deste agente secreto nunca apareça referido nos ficheiros da sociedade de advogados, há centenas de documentos com detalhes sobre a sua rede de empresas, que continuaram dentro do universo da Mossak Fonseca até 2015.

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