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PSOE exige demissão de ministro alegadamente envolvido no caso Panama Papers

Os partidos espanhóis PSOE e Izquierda Unida exigiram esta segunda-feira a demissão do ministro da Indústria em funções na sequência de notícias sobre uma ligação de José Manuel Soria a offshores citadas no Panama Papers.

O socialista Pedro Sánchez pediu, através de uma publicação na rede social Twitter, a demissão do ministro, recomendando a José Manuel Soria que siga o exemplo do primeiro-ministro islandês, que se demitiu na sequência do seu envolvimento no processo.

A posição foi reforçada pelo porta-voz do PSOE, que defendeu, hoje à tarde no Congresso, a criação de uma comissão de investigação para esclarecer as relações entre os nomes que figuram dos documentos da empresa panamiana Mossack Fonseca e os beneficiários de uma amnistia fiscal aprovada pelo Governo de Mariano Rajoy.

Também os comunistas da Izquierda Unida pediram a demissão do ministro da Indústria, Energia e Turismo em funções, tendo o líder do partido, Alberto Garzón, apelado a que a Procuradoria espanhola Anti-Corrupção abra um inquérito.

Já o secretário-geral do grupo parlamentar Ciudadanos, Miguel Gutiérrez, mostrou-se mais prudente, considerando, no entanto, que o ministro deve dar explicações imediatas.

O nome do ministro da Indústria espanhol em funções foi avançado hoje na imprensa espanhola como estando presente nos documentos da empresa do Panamá Mossack Fonseca, responsável pela gestão de offshores, ligação que José Manuel Soria já desmentiu.

Segundo avançam hoje o jornal El Confidencial e a estação televisiva La Sexta, que integram o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, responsável pela revelação do caso Panama Papers, o nome do ministro consta dos documentos como tendo sido administrador de uma empresa sedeada no paraíso fiscal das Bahamas durante dois meses de 1992.

José Manuel Soria terá sido então substituído pelo seu irmão Luís Alberto, antes de a empresa ser dissolvida no final desse ano, quando Soria foi eleito presidente da câmara de Las Palmas.

De acordo com o El Confidencial e a La Sexta, o ministro espanhol foi administrador, em conjunto com um sócio, da UK Lines Limited, criada em setembro de 1992, data que coincide coma altura em que Soria foi presidente de uma empresa familiar dedicada à exportação de frutas e legumes.

Contactado pela La Sexta, o ministro admitiu inicialmente que a empresa citada na investigação Panama Papers podia ter relação com a sua empresa familiar, mas, mais tarde, negou qualquer vínculo à sociedade 'offshore.

Apesar de ter referido no início do dia que podia tratar-se de uma sociedade de transporte que tinha trabalhado com o negócio da família, Soria desmentiu depois qualquer ligação.

"Nunca tive nenhuma participação nem como administrador nem em nenhum papel" na empresa radicada no paraíso fiscal das Bahamas que surge nos chamados Panama Papers, garantiu.

Na semana passada, José Manuel Soria mostrou-se contundente ao comentar o caso Panama Papers, defendendo que "quem seja mencionado, deve dar uma explicação imediata" porque, se não o fizer "é porque não tem qualquer explicação".

Segundo adiantou, já deu instruções ao seu advogado para que peça "uma carta rogatória ao Panamá" com o objetivo de serem as autoridades daquele país a determinar se o seu nome aparece ligado a alguma empresa com domicílio no Panamá.

O irmão do ministro da Indústria, cujo nome também aparece nos documentos, escusou-se a fazer comentários.

Lusa

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