sicnot

Perfil

Panama Papers

Panama Papers

Panama Papers

Inspecionado servidor da Mossack Fonseca por suspeita de pirataria

As autoridades do Panamá regressaram à sede da Mossack Fonseca, desta vez para inspecionar o servidor da empresa. É a resposta do Ministério Público às acusações agora feitas por parte da própria Mossack Fonseca, que está no centro da polémica dos "Panama Papers" e que denunciou que a sua base de dados foi alvo de pirataria.

© Carlos Jasso / Reuters

A inspeção do departamento de Propriedade Intelectual e Segurança Informática foi ao servidor que contém a base de dados, disse aos jornalistas o advogado Elías Solano, da Mossack Fonseca.

A empresa apresentou uma queixa no Ministério Público por delito contra a segurança informática no dia 10 de março, explicou Solano, indicando que se tratou de uma diligência das autoridades no quadro da "denúncia de subtração ilegal dos seus documentos da sua base de dados".

O advogado afirmou que, nesta fase da investigação, a firma não descarta "absolutamente nada", declinando, porém, alongar-se em comentários sobre eventuais resultados, porque tal seria "especular" e, portanto, uma atitude "irresponsável".

"Nós preferimos que o Ministério Público faça o seu trabalho e a firma decidiu deixar todo este assunto nas [suas] mãos e colaborar", sublinhou.

A procuradora do Panamá, Kenia Porcell, anunciou na semana passada a abertura de uma investigação devido ao escândalo global desencadeado com a divulgaçãode documentos da Mossack Fonseca e das suas operações na criação de empresas offshore para que supostamente grandes fortunas pudessem escapar ao fisco dos seus países de origem.

Esta investigação procura determinar se foi cometido em território panamiano algum ato punível no âmbito dos "Panama Papers".

A maior investigação jornalística da história, divulgada há uma semana, envolve o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla inglesa), com sede em Washington, e destaca os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

A investigação resulta de uma fuga de informação e juntou cerca de 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da empresa panamiana Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas offshore em mais de 200 países e territórios.

Com Lusa

  • Não houve negligência médica no caso do jovem que morreu em São José
    2:33

    País

    Afinal, não houve negligência médica no caso do jovem que morreu há cerca de um ano no Hospital de São José, vítima de um aneurisma. Esta é a conclusão da Ordem dos Médicos e dos peritos do Instituto de Medicina Legal. Segundo o jornal Expresso, todos os relatórios relatórios pedidos pelo Ministério Público e pelo Centro Hospitalar de Lisboa Central dizem que o corpo clínico do hospital não teve responsabilidades na morte de David Duarte.

  • Jovens estariam de fones e poderão não ter ouvido comboio a aproximar-se
    1:47

    País

    As adolescentes, de 13 e 14 anos, encontradas mortas junto à linha do norte perto de Coimbra podem não ter ouvido a aproximação do comboio, uma vez que estariam de auriculares. Os corpos só foram descobertos 36 horas depois do desaparecimento das jovens, aparentemente vítimas de um descuido fatal.

  • Patti Smith engana-se na música de Bob Dylan durante cerimónia dos Nobel
    1:49

    Mundo

    Os prémios Nobel deste ano já foram entregues. Bob Dylan não compareceu à entrega do galardão da Literatura e fez-se representar pela amiga Patti Smith, que teve um bloqueio enquanto cantava "A Hard Rain's A-Gonna Fall" do músico. O Presidente da Colômbia Juan Manuel dos Santos foi distinguido com o Nobel da paz pelo acordo que alcançou com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

  • CIA acredita que Trump foi ajudado por piratas informáticos russos
    1:24

    Eleições EUA 2016

    As eleições nos Estados Unidos da América já terminaram e o Presidente está eleito. Contudo, Barack Obama quer saber se os russos tentaram mesmo influenciar o voto e ao mesmo tempo perceber o que os serviços secretos aprenderam com todas as fugas de informação durante a campanha. Já a CIA diz não ter dúvidas: para os serviços secretos norte-americanos, Donald Trump foi ajudado por piratas informáticos.