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Presidente do Panamá nega que país seja um paraíso fiscal

​O Panamá tem sido "erradamente" rotulado como paraíso fiscal, afirmou o Presidente do país, Juan Carlos Varela, numa entrevista à agência de notícias Jiji, do Japão.

Juan Carlos Varela, Presidente do Panamá.

Juan Carlos Varela, Presidente do Panamá.

© Carlo Allegri / Reuters

"Fomos rotulados de paraíso fiscal erradamente. O Panamá é um país que respeita a lei", disse Varela.

O Presidente do Panamá reiterou que o seu país vai estabelecer uma comissão de alto nível para melhorar a transparência do sistema financeiro, na sequência da divulgação dos "Papéis do Panamá".

Varela, que chegou no domingo ao Japão, apelou a um esforço global para lidar com o escândalo, insistindo que não se trata apenas de um problema do seu país mas do sistema financeiro internacional como um todo.

Num seminário de investimento em Tóquio, Varela disse que o Panamá está disposto a cooperar com a iniciativa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico de partilhar informação fiscal.

"Temos a porta aberta para o fazer de forma multilateral", disse.

O Presidente panamiano revelou que irá anunciar hoje um acordo bilateral com o Japão relacionado com impostos, sob os padrões da OCDE, após ter-se reunido com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Os "Papeis do Panamá" são uma investigação jornalística que envolve o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla inglesa), com sede em Washington, e resulta de uma fuga de informação e juntou cerca de 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da empresa panamiana Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas 'offshore' em mais de 200 países e territórios.

A partir dos "Papéis do Panamá", a investigação refere que milhares de empresas foram criadas em 'offshores' e paraísos fiscais para centenas de pessoas administrarem o seu património, entre eles o rei da Arábia Saudita, elementos próximos do Presidente russo Vladimir Putin, o presidente da UEFA, Michel Platini, e a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón.

Lusa

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