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Panama Papers estão no centro de confronto entre potências

O escândalo dos "Papéis do Panamá" está no centro de um confronto entre as grandes potências que utilizam o sistema financeiro panamiano, disse hoje o presidente daquele país, Juan Carlos Varela.

"Trata-se do sistema financeiro global, não do Panamá", disse o chefe de Estado, durante um evento público.

Para Juan Carlos Varela, o incorreto é que as "grandes potências querem competir e usam o Panamá como campo de batalha".

"Se querem lutar, que o façam no seu próprio país, mas que não usem o nosso sistema financeiro", acrescentou.

Juan Carlos Varela falava no dia em que os documentos "Papéis do Panamá" foram divulgados na página na Internet do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.

O consórcio divulgou hoje a base de dados dos "Papéis do Panamá", onde os usuários podem procurar os nomes de cerca de 214 mil empresas, fundações e fundos, incluídos na investigação.

Ao todo, são mais de 11,5 milhões de documentos do escritório Mossack Fonsca, especializado na gestão de capital em paraísos fiscais e que afeta mais de 140 políticos e altos funcionários do mundo, incluindo chefes ou ex-chefes de Estado e de Governo e os seus familiares.

Em meados de abril, as grandes potências industrializadas (G20) pediram "medidas coercivas" contra os paraísos fiscais, que se recusem a cooperar com a comunidade internacional.

A publicação dos documentos ocorreu numa altura particularmente sensível para o Panamá, por causa da prisão esta semana na Colômbia do empresártio Nidal Waked, membro de uma das famílias mais ricas do país, que os Estados Unidos acusam de branquear dinheiro da droga.

Na segunda-feira, o presidente do Panamá reafirmou o compromisso do seu país para reformar o sistema financeiro e trocar informações fiscais, mas bilateralmente e não multilateralmente como exigido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

Lusa

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