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Ex-ministro espanhol implicado nos Panama Papers renuncia a alto cargo

O ex-ministro da Indústria espanhol implicado no escândalo dos Panama Papers renunciou esta terça-feira à candidatura a diretor executivo do Banco Mundial depois de muito criticado pela oposição até por alguns membros do Partido Popular, no poder.

Fontes governamentais asseguraram à agência EFE que José Manuel Soria enviou uma carta ao secretário de estado da Economia em que renuncia ao lugar no Banco Mundial pela "desproporcionada" utilização política feita e também a pedido do Governo espanhol.

O ex-ministro sublinha nessa missiva que tomou esta decisão apesar de não estar acusado, nem investigado, nem condenado por qualquer entidade, nem impedido do exercício desse cargo no Banco Mundial.

O Governo espanhol tinha defendido nos últimos dias a nomeação d o ex-ministro da Indústria implicado no escândalo dos Panama Papers como diretor executivo do Banco Mundial, enquanto toda a oposição e alguns membros do PP criticaram a escolha feita.

O chefe do Governo em Funções, Mariano Rajoy, defendeu na segunda-feira que José Manuel Soria se demitiu em abril quando o seu nome e o de membros da sua família apareceram associado a empresas offshore listadas nos Panama Papers em abril, e que nessa altura "saiu da política, deixou de ser deputado e manifestou a sua intenção de não voltar à política nunca mais".

O chefe de Governo em funções sublinhou que Soria se tem comportado como um funcionário e não como um político, tendo outros membros do Governo também apoiado a nomeação do ex-ministro.

Por outro lado, vários dirigentes do Partido Popular (PP, de direita) criticaram a decisão, assim como toda a oposição espanhola, o que inclui o Ciudadanos (centro-direita) que apoiou a investidura derrotada de Mariano Rajoy na semana passada, pedindo a ida, para dar explicações, ao Congresso dos Deputados (parlamento) do ministro de Economia, Luís de Guindos.

Os Panama Papers, mais de 11 milhões de documentos da sociedade de advogados Mossack Fonseca foram divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação e revelam a utilização de paraísos fiscais que escondem os rendimentos de pessoas e empresas de todo mundo.

Lusa

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