sicnot

Perfil

Ataque ao Charlie Hebdo

Ataque ao Charlie Hebdo

Ataque ao Charlie Hebdo

Um ano do atentado ao Charlie Hebdo é recordado com exposições em Portugal

Um ano depois do atentado contra a redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo, o Museu Nacional de Imprensa e a Bedeteca da Amadora assinalam a data na quinta-feira com exposições de ilustração e cartoon.

IAN LANGSDON

O Museu Nacional de Imprensa fará uma inauguração simultânea no Porto e em Lisboa, na Casa da Imprensa, da exposição "Liberdade com Humor Sempre", coordenada por Luís Humberto Marcos, que reúne cerca de uma centena de desenhos de humor de atuores de todo o mundo.

Na Bedeteca da biblioteca municipal da Amadora, na quinta-feira é inaugurada a exposição "Estúpidos, maldosos e semanais. Uma constelação em torno do Charlie Hebdo", que "visa mostrar o contexto" em que o semanário surgiu.

O ataque ao semanário Charlie Hebdo aconteceu a 07 de janeiro de 2015 e matou 12 pessoas, entre as quais os cartoonistas Cabu, Wolinski, Charb, Tignous e Honoré.

Um ano após o atentado que matou as principais figuras da caricatura francesa, o Charlie Hebdo escolheu para a capa um desenho do cartoonista Riss que apresenta um Deus assassino, com barba e armado de uma kalachnikov, sob o título "Um ano depois, o assassino continua a monte".

A edição de 32 páginas - em vez das habituais 16 - conta com um caderno especial de desenhos dos cartoonistas assassinados há um ano, cartoons dos atuais colaboradores, assim como textos da ministra francesa da Cultura, Fleur Pellerin, das atrizes Isabelle Adjani, Charlotte Gainsbourg, Juliette Binoche, do músico Ibrahim Maalouf, entre outras personalidades.

No editorial, o diretor do jornal e desenhador sobrevivente do atentado, denuncia "os fanáticos embrutecidos pelo Corão" e outros religiosos que tinham desejado a morte do jornal por "ousar rir da religião", garantindo que "as convicções dos ateus e dos laicos fazem mover mais montanhas que a fé dos crentes".

Antes do ataque, o jornal enfrentava graves dificuldades financeiras e tinha uma tiragem semanal média de 30 mil exemplares, vendendo atualmente cerca de cem mil exemplares nos quiosques - dez mil no estrangeiro - e tendo 183 mil assinantes.

Lusa

  • Um retrato devastador do "pior dia do ano"
    2:47
  • Um olhar sobre a tragédia através das redes sociais
    3:22
  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.