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Ataque ao Charlie Hebdo

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Jihadista francês Salim Benghalem condenado à revelia a 15 anos de prisão

O francês Salim Benghalem, considerado um importante membro do grupo Daesh (autoproclamado Estado Islâmico) e com ligações aos atacantes do Charlie Hebdo, foi hoje condenado à revelia por um tribunal de Paris a 15 anos de prisão.

Raqqa, junho de 2014.

Raqqa, junho de 2014.

© Stringer . / Reuters

O tribunal correcional de Paris pronunciou ainda penas de seis a nove anos de prisão contra seis outros indiciados.

Neste processo relacionada com uma fileira de recrutamento de jihadistas, o procurador tinha pedido 18 anos contra Benghalem, que se julga estar na Síria desde 2013, e seis a dez anos para os restantes suspeitos.

Benghalem, 35 anos, alvo de um mandado de captura internacional e incluído na "lista negra" dos Estados Unidos, terá ficado furioso quando os seus homens desertaram quando chegaram à Síria, referiu ainda o procurador.

Antigo preso de delito comum radicalizado na prisão, Benghalem frequentou um grupo de islamitas parisienses quando foi libertado em 2010. Nessa ocasião passou a encontrar-se regularmente com os irmãos Kouachi, autores do atentado de 7 de janeiro de 2015 contra o jornal satírico Charlie Hebo, e com Amédy Coulibaly, o atacante de uma mercearia judaica em 9 de janeiro de 2015.

Na ata de acusação, o procurador sublinhou a sua "perigosidade máxima" e considera que representa o "perfil" dos autores dos atentados de 13 de novembro que provocaram 130 mortos em Paris.

Num vídeo de propaganda difundido em 13 de fevereiro de 2015, Benghalem ameaça a França, exprime a sua alegria face aos ataques de janeiro de Paris (17 mortos) e apela às "células adormecidas" que ataquem a França.

Lusa

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