sicnot

Perfil

Presidenciais 2016

Presidenciais 2016

Presidenciais 2016

Marisa Matias quer ir à segunda volta para alterar ciclo de sacrifício

A candidata presidencial Marisa Matias reafirmou hoje que não vai desistir de disputar uma eventual segunda volta das presidenciais, para "virar o ciclo do sacrifício".

NUNO VEIGA

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, que falava em S. João da Madeira num almoço com apoiantes, disse que a sua candidatura à Presidência da República vinha "dar voz aos que são silenciados e nunca se resignaram com o empobrecimento e a austeridade".

Marisa Matias considera que os poderes presidenciais zelam para que os direitos constitucionais sejam efetivos, em matérias como o acesso à justiça, a defesa da escola pública e o Serviço Nacional de Saúde, considerando que tais matérias não são meras prerrogativas governativas.

"O Presidente da República tem uma capacidade única de dar voz aos que são sistematicamente silenciados", disse, concluindo que "não basta os direitos sociais estarem na Constituição, cabendo à Presidente contribuir para que os mesmos estejam disponíveis ao cidadão".

Num outro passo da sua intervenção, a candidata saudou o acordo de Paris sobre as alterações climáticas, lamentando que "Portugal não fique na fotografia" do acordo, "porque o Presidente da República não achou importante".

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, usou da palavra para vincar que vão estar em causa nas eleições presidenciais dois modelos: o dos cortes e a austeridade, de Passos e Portas, que apoiam Marcelo Rebelo de Sousa, e o da confiança e da esperança personificado por Marisa Matias.

"Marcelo Rebelo de Sousa nunca fala dos direitos constitucionais e não me lembro de o ver defender os direitos sociais. Quando diz que esteve em todos os lados, onde estava nos momentos que contaram?" - interrogou.

Já quanto a Marisa Matias, disse saber bem de que lado tem estado quando está em causa a defesa da escola pública, do serviço nacional de saúde, do emprego ou das pensões.

Na mesma linha, o mandatário distrital, Celso Cruzeiro, salientou as diferenças entre a direita e a esquerda e, ao contrário do que alguns pretendem fazer crer, não se confundem.

"Um candidato da direita, por mais simpático que seja, tem um projeto de direita com tudo o que isso comporta. Diz que o Estado não deve intervir, mas quer intervir quando está em causa a banca. Uma candidatura de esquerda transporta consigo a luta de milhares de trabalhadores, defende a Constituição e a garantia dos direitos sociais.

Lusa

  • O perfil do homicida de Barcelos
    2:42

    País

    Adelino Gomes Briote já tinha sido condenado por ofensas à integridade física da sogra e de uma filha. Em seis meses esta foi a segunda vez que o homem acusado do quádruplo homicídio em Barcelos esteve perante a justiça.

  • "Um Lugar ao Sol"
    17:05
  • Trump diz que Obamacare vai "colapsar"

    Mundo

    O Presidente norte-americano tentou desvalorizar a derrota política sofrida na sexta-feira no Congresso, ao desistir da revogação da lei de saúde pública do seu antecessor, conhecida como Obamacare, afirmando que esta vai colapsar por si mesma.

  • Milhares nas cerimónias fúnebres de dirigente do Hamas

    Mundo

    Milhares de palestinianos participaram nas cerimónias fúnebres de um dirigente do Hamas, assassinado esta sexta-feira, na Faixa de Gaza. Vários homens armados acompanharam o cortejo fúnebre até à mesquita, onde se fizeram as últimas orações.

  • Guerra na Síria não dá tréguas
    1:51

    Mundo

    Na Síria e ao mesmo tempo que decorrem novas negociações de paz, a guerra não dá tréguas. As imagens mostram o resultados dos últimos raides aéreos nos subúrbios de Damasco. O balanço provisório é de mais de 30 mortos e pelo menos 50 feridos.