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Paulo Morais diz que Orçamento tem sido maior instrumento de corrupção em Portugal

O candidato presidencial Paulo de Morais considerou este sábado que o Orçamento do Estado (OE) tem sido o maior instrumento de corrupção em Portugal, considerando que o documento tem "servido como manjedoura" para alimentar alguns grupos económicos.

Lusa

Lusa

Lusa

"Os portugueses são fustigados com impostos, as empresas são martirizadas com uma enorme carga fiscal para alimentar um Orçamento do Estado que depois se transforma numa enorme manjedoura para alimentar alguns grupos económicos", disse à agência Lusa Paulo de Morais durante a visita ao concelho de Lagos, no Algarve.

O candidato presidencial assegurou que caso seja eleito Presidente da República, exigirá que o Governo apresente um OE "completamente diferente dos que têm sido nos últimos vinte anos".

"Sendo eu eleito, não admitirei que o Orçamento continue a ter isenções de IMI para os fundos de investimento imobiliário, que os livros escolares não sejam gratuitos para o ensino básico. Há um conjunto de privilégios que constam do Orçamento de Estado e que tem de acabar", sublinhou.

Paulo de Morais considerou que é fundamental combater a corrupção instalada em Portugal, indicando que os últimos casos conhecidos e que envolvem o setor da saúde "vêm cada vez mais mostrar mais que a corrupção é o maior problema da sociedade portuguesa".

Na opinião de Paulo de Morais, os privilégios de que beneficiam alguns grupos económicos através do OE, têm a "colaboração cúmplice e corrupta" de uma parte da classe política.

"Há um conjunto de políticos que se entretém, ganhando muito com isso, a carregar os recursos que são de todos os cidadãos para alguns grupos económicos. Por isso, o parlamento tem de deixar de ser a central de negócios que é para alguns políticos", destacou.

Segundo o candidato, existem hoje no parlamento "dezenas de deputados cuja principal atividade é fazer negócios em nome de grupos económicos e que, portanto, com essa promiscuidade violam o seu mandato".

"Foi a corrupção que nos trouxe à crise. Mais de 20 por cento da dívida pública tem origem em casos de corrupção, os quais tenho enumerado e denunciado sistematicamente", indicou.

Paulo de Morais em Lagos que recordou que as linhas programáticas da sua candidatura são "compromissos para cumprir".

"O combate à corrupção, a erradicação da mentira da política em Portugal, a luta pela transparência e a defesa de um conjunto de princípios que têm sido permanentemente violados, são linhas a que chamei compromissos para o mandato que cumprirei sendo eleito", concluiu.

O candidato presidencial acrescentou que a campanha "assenta, essencialmente, pela proximidade com as pessoas, para explicar as linhas do programa" que o possam conduzir à Presidência da República, indicando que o seu maior adversário "é a abstenção".

Em Lagos, o candidato visitou durante a manhã o Centro de Assistência Social Lucinda Anino dos Santos (CASLAS), mantendo depois contacto com a população nas ruas do centro da cidade algarvia.

Durante a tarde, o candidato participará no debate "desafio e mudança" no auditório do CASLAS.

Lusa

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