sicnot

Perfil

Presidenciais 2016

Presidenciais 2016

Presidenciais 2016

Alegre exige que Nóvoa corrija o que disse

O "histórico" socialista Manuel Alegre exigiu hoje ao candidato presidencial Sampaio da Nóvoa que corrija a afirmação que proferiu de que a sua candidatura foi a primeira de um independente a ultrapassar um milhão de votos.

MIGUEL A. LOPES

No seu discurso na noite eleitoral de domingo, o ex-reitor da Universidade de Lisboa, citado pela edição online do "Expresso", declarou que, "pela primeira vez na nossa democracia, um candidato independente ultrapassou os 20 por cento e alcançou um milhão de votos".

Ora, segundo Manuel Alegre, em 2006, a sua primeira candidatura presidencial, que não tinha o apoio de nenhuma força política, obteve 21 por cento, cerca de 1,2 milhões de votos.

"Não é verdade o que Sampaio da Nóvoa anda a dizer. Tem de haver rigor e memória histórica", protestou o ex-candidato presidencial.

De acordo com Manuel Alegre, na História da democracia portuguesa, a primeira "candidatura cidadã foi a de Maria de Lurdes Pintassilgo, uma grande mulher política, em 1986, com 7,5 por cento dos votos".

"A seguir foi a minha candidatura em 2006, com o lema 'O poder dos cidadãos', tendo como opositor Mário Soares, fundador do PS e apoiado pelo partido. Não se pode pretender fazer História esquecendo a História que está para trás. Há várias coisas em que se pode tentar dar a volta, mas não aos registos dos resultados oficiais", disse, numa crítica ao ex-reitor da Universidade de Lisboa.

Manuel Alegre também recusou a Sampaio da Nóvoa o estatuto de candidato independente nas eleições para Presidente da República.

"Ao contrário do que aconteceu comigo em 2006, ele [Sampaio da Nóvoa] teve o apoio dos principais dirigentes do PS e da maioria dos membros do Governo. Ele, portanto, que faça o favor de corrigir, caso contrário corrijo-o eu. Corrijo eu com os números do Ministério da Administração Interna", acrescentou o "histórico" socialista.

  • António Costa evita perguntas sobre estágios não remunerados
    1:55
  • "É evidente que não fecho a porta ao Eurogrupo"
    1:38

    Economia

    O ministro das Finanças diz que não fecha a porta ao Eurogrupo. A declaração é feita numa entrevista ao semanário Expresso. No entanto, Mário Centeno deixa a ressalva que qualquer ministro das Finanças do Eurogrupo pode ser presidente.

  • Trump adia decisão sobre permanência nos acordos de Paris
    1:48
  • Raízes de ciência e rebentos de esperança
    14:14
  • Portugal pode ser atingido por longos períodos de seca

    País

    Portugal e Espanha podem ser atingidos até 2100 por 'megasecas', períodos de seca de dez ou mais anos, segundo os piores cenários traçados num estudo da universidade britânica Newcastle, que tem a participação de uma investigadora portuguesa.