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Rio 2016

Bicampeão olímpico Mo Farah lamenta exclusão de atletas inocentes do Rio 2016

© Reuters Staff / Reuters

O bicampeão olímpico Mo Farah, vencedor das distâncias nos Jogos Olímpicos Londres 2012, disse sentir-se mal pelos "atletas que não fizeram nada" e estarão excluídos dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

"Sinto mal pelos atletas que não fizeram nada", comentou o fundista britânico, de origem somali, em relação à exclusão de atletas russos do Rio 2016, no escândalo que envolve os laboratórios de dopagem da Rússia.

Mo Farah, igualmente cinco vezes campeão mundial, também nas distâncias de 5.000 e 10.000 metros, entre 2011 e 2015, explicou que o seu sentimento tem a ver com aqueles que não infringiram as regras e acabaram envolvidos.

"Por aqueles que não ultrapassaram as regras, mas ao mesmo tempo não está nas minhas mãos. Tudo o que posso fazer é correr bem", referiu, à margem da Liga Diamante de Londres, onde correrá no sábado os 5.000 metros, antes de disputar os Jogos Olímpicos.

O atleta esteve ele próprio envolvido no último ano em polémica em matéria de dopagem, face à abertura de um inquérito ao seu treinador, Alberto Salazar, suspeito de utilização de produtos proibidos.

O seu nome esteve também ligado indiretamente ao treinador somali Jama Aden, técnico da etíope Genzebe Dibaba, interdito de deixar território espanhol, no âmbito de uma investigação por tráfico de estupefacientes.

O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) rejeitou na quinta-feira o recurso dos atletas russos à suspensão imposta pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), confirmando a ausência dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

"O painel do TAS confirmou a validade da decisão da IAAF de aplicar as regras, segundo as quais os atletas de uma federação que esteja suspensa pela IAAF são inelegíveis para competições organizados sob as regras da IAAF", lê-se num comunicado.

A federação russa e 68 atletas tinham recorrido da decisão da IAAF de suspender o atletismo russo de todas as provas, incluindo os Jogos Olímpicos, na sequência de um relatório independente da Agência Mundial Antidopagem (AMA), que revelou um sistema de dopagem apoiado pelo governo.

No domingo é esperada uma posição do COI, que tinha afirmado que ia ter em conta a decisão do TAS, em relação à participação da Rússia, em todas as modalidades, nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, a disputarem de 5 a 21 de agosto.

Lusa

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