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Rio 2016

Ministro da Justiça brasileiro nega existência de segundo grupo terrorista

Patrulha de soldados brasileiros na Praia de Ipanema.

© Ivan Alvarado / Reuters

O ministro da Justiça do Brasil negou esta segunda-feira a existência de um segundo grupo de supostos terroristas que estaria a preparar ataques durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

"Não há segundo grupo, não há nada premente. Nós temos, e eu já disse várias vezes isso, mais de uma centena de pessoas que são monitoradas, mas sem nenhum indício de ato preparatório", referiu Alexandre de Moraes aos jornalistas em Brasília.

O ministro da Justiça vincou que "alguém que entre em algum site que faz apologia ao terrorismo passa a ter atenção especial por parte das forças de segurança, mas não significa que ela está a pensar em alguma coisa, pode ter tido curiosidade, pode ter ido por trabalho, por função, e isso está a ser monitorado".

"Mas não há ninguém, nenhuma pessoa, nenhum grupo, até ao momento, realmente, que tenha feito atos de planeamento efetivo", referiu.

A TV Globo avançou que a Polícia Federal estava a investigar um segundo grupo de 15 supostos terroristas brasileiros que comentavam em redes sociais sobre a hipótese de cometer atentados durante os Jogos e que estaria ligado ao grupo identificado na semana passada.

Em nota, a Polícia Federal confirmou que "teve conhecimento de grupo virtual a partir da deflagração da Operação Hashtag", na quinta-feira.

"Um dos alvos de medida restritiva desta operação estava entre os participantes mais ativos do grupo. A partir dessas informações, a Polícia Federal passará a analisar o caso", lê-se ainda no curto comunicado divulgado na segunda-feira à tarde.

No âmbito da Operação Hashtag foram detidas temporariamente 12 pessoas, "para garantir a segurança e a paz pública necessárias à realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016", que decorrem de 5 a 21 de agosto no Rio de Janeiro, informou na altura a Procuradoria da República no Paraná.

"O contacto entre os indivíduos dava-se essencialmente por meio de redes sociais, Telegram e demais modos de comunicação virtual", informou ainda a Procuradoria, dando conta de uma "tentativa de organização do grupo para promoção de atos terroristas durante os Jogos".

Apesar das intenções de ataques, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, classificou, na altura, o grupo de "amador".

Na quarta-feira, a especialista norte-americana em contra terrorismo Rita Katz avisou que extremistas islâmicos publicaram no serviço de troca de mensagens Telegram recomendações de 17 técnicas para atentados durante o maior evento desportivo do mundo.

Lusa

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