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Dilma recusa participar como espectadora na abertura dos Olímpicos

​A presidente com mandato suspenso do Brasil, Dilma Rousseff, disse hoje que não vai à abertura oficial dos Jogos Olímpicos, porque recusa ser espetadora de evento em que foi protagonista.

"Eu tive uma participação direta, mas agora quem vai para o palanque oficial é uma pessoa [o Presidente interino Michel Temer] que não trabalhou. Não vou participar na condição de espectadora de um ato em que eu fui protagonista. Por isso eu prefiro não ir ", disse Dilma Rousseff, em entrevista à Rádio Educadora, de Minas Gerais.

Dilma Rousseff declarou que todas as providências de segurança necessárias para receber os Jogos Olímpicos foram tomadas e considerou que o Brasil está pronto para sediar o evento.

Na entrevista, a chefe de Estado também lembrou que o país tem experiência em receber grandes eventos, como o campeonato do mundo de futebol e a Jornada Mundial da Juventude, e capacitação para enfrentar ameaças de terrorismo.

"O governo interino [de Michel Temer] não mandou embora as pessoas responsáveis pela área de segurança da Olimpíada, então espero que eles não tenham comprometido esse processo", disse.

A Presidente com mandato suspenso também comentou a crise económica que afeta o país, dizendo que os fundamentos da economia não mudam em dois meses e se houve alguma melhoria não é responsabilidade do Governo de Michel Temer.

"Todos os fundamentos da economia foram dados no meu governo. Em dois meses ninguém recupera nada", afirmou.

Dilma Rousseff declarou que o problema é que durante seu Governo havia uma tentativa sistemática de criar um mau ambiente sobre a economia brasileira.

"Pela imprensa, todos os dias o mundo ia cair na nossa cabeça. Quando isso para de acontecer, diminui o mal-estar. É isso que está acontecendo agora", finalizou.

A Presidente foi afastada do cargo no passado dia 12 de maio pelo Senado (câmara alta parlamentar) para responder à acusação de que cometeu crimes fiscais.

O processo contra a chefe de Estado brasileira está a ser analisado pelos senadores e pode ser julgado em agosto.

Se for condenada, Dilma Rousseff perderá o cargo de Presidente da República do Brasil e não poderá concorrer em eleições para cargos públicos por um período de oito anos.

Lusa

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