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Rio 2016

Internado adolescente ligado a grupo que preparava ataques durante os Jogos

Um adolescente de 17 anos que fazia parte do grupo suspeito de planear ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, identificado na semana passada, foi esta sexta-feira levado pelas autoridades para internamento.

"A Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Civil de Goiás, cumpriu hoje um mandado de internação do menor envolvido na Operação Hashtag", lê-se numa nota da Polícia Federal, que faz referência à operação policial que determinou a detenção de 12 suspeitos de planearem ataques durante o maior evento desportivo do mundo.

Segundo o comunicado, "após verificar a participação do adolescente de 17 anos no grupo investigado, a Polícia Federal noticiou o facto às autoridades estaduais de Goiás, em obediência ao que dispõe o Estatuto da Criança e do Adolescente".

"A medida foi tomada pelo Juizado da Infância e Juventude de Goiás, que determinou o recolhimento do menor em instituição pública adequada", informou a polícia, sem adiantar mais detalhes.

A Procuradoria da República no Paraná informou, a 21 de julho, que alguns dos detidos temporariamente no âmbito da Operação Hashtag realizaram "o batismo ao [grupo 'jihadista'] Estado Islâmico, juramento de fidelidade exigido pela organização terrorista para o acolhimento de novos membros".

Segundo a nota da Procuradoria divulgada na ocasião, a prisão temporária foi tomada "para garantir a segurança e a paz pública necessárias à realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016", que decorrem de 05 a 21 de agosto.

A Procuradoria esclareceu ainda que, "embora se tenha constatado indícios de atos preparatórios pelo grupo, não houve notícia de atos concretos para a realização de ataque terrorista".

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, classificou, na altura, o grupo de "amador".

Na quinta-feira, foi detido outro brasileiro, um muçulmano não praticante de 34 anos e filho de uma família tradicional de comerciantes libaneses que tinha envolvimento com entidades terroristas desde o Campeonato do Mundo de Futebol em 2014, no Rio de Janeiro, mas sem ligação aos detidos na Operação Hashtag.

"Ele saiu do Brasil, esteve na Síria e fez juramento ao Estado Islâmico", disse o ministro da Justiça e Cidadania do Brasil, Alexandre de Moraes, na quinta-feira.

Também na semana passada, a especialista norte-americana em contra terrorismo Rita Katz alertou que extremistas islâmicos publicaram no serviço de troca de mensagens Telegram recomendações de 17 técnicas para atentados durante os Jogos.

Lusa