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Rio 2016

Cristo Redentor e Pão de Açúcar estão sob vigilância militar

© Stoyan Nenov / Reuters

O Cristo Redentor e o Pão de Açúcar (complexo de colinas), as principais atrações turísticas e os maiores símbolos do Rio de Janeiro, despertaram sob vigilância militar, a dois dias da abertura dos Jogos Olímpicos Rio2016.

O reforço militar aplicado às atrações turísticas foi solicitado pelo Governo regional do Rio de Janeiro, devido ao elevado fluxo de turistas que vão chegando, que obrigou a prolongar os horários de abertura ao público.

Depois de receber esta solicitação, o ministro da Justiça do Brasil, Alexandre de Moraes, garantiu que a segurança nos locais será da responsabilidade dos membros das forças armadas, que vão recorrer a máquinas de detenção de metais, pelas quais terão que passar todos os que irão visitar as atrações turísticas.

Os soldados também irão reforçar a vigilância nas estações de comboio que transportam os turistas desde o Corcovado até ao teleférico colocado no cimo do Pão de Açúcar.

"Foi uma petição realizada pelo secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Mariano Beltrame e consideramos este requerimento razoável e lógico. Contamos com os detentores de metais de Brasília, uma vez que não estamos a usar neste momento e vamos traze-los para o Rio antes de sexta-feira", disse Alexandre de Moraes.

A participação dos militares na vigilância do Corcovado e do Pão de Açúcar não estava inicialmente prevista na lei que autorizou o envio de soldados para as grandes autoestradas do Rio e favelas controladas por traficantes de drogas durante os Jogos.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) considerou as atrações turísticas lugares vulneráveis, face a possíveis ameaças de terrorismo

O plano para garantir a segurança dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, reforçado nas últimas semanas pelos atentados terroristas nas últimas semanas na Europa e no Médio Oriente, é já o maior implantado pelo Brasil para um evento.

Este programa prevê a mobilização de cerca de 88.000 polícias, guardas e militares, dos quais 41.000 são membros das forças armadas.

Lusa

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