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Rio 2016

Os círculos vermelhos na pele de Phelps e de outros atletas olímpicos

© Stefan Wermuth / Reuters

São vários os atletas olímpicos que têm exibido durante as provas manchas vermelhas na pele em forma de círculo. Um deles é Michael Phelps, o mais bem-sucedido atleta da história dos Jogos Olímpicos. Não são um género raro de tatuagem ou vestígios de uma noite mais animada na vila olímpica, mas sim um tipo de terapia que parece estar a ter cada vez mais seguidores, em particular nadadores e ginastas.

Os círculos vermelhos são consequência de uma terapia milenar conhecida como ventosaterapia, uma medicina alternativa com um princípio idêntico à acupuntura e que utiliza ventosas.

© David Gray / Reuters

Para realizar o tratamento, o terapeuta acende um líquido inflamável dentro de copos redondos de vidro, quando a chama se apaga forma-se um vácuo parcial no interior do copo.

A diferença entre a pressão interior e exterior é responsável por esse vácuo parcial no interior do copo, um efeito semelhante a uma ventosa que estimula o fluxo sanguíneo e deixa na pele uns círculos vermelhos que desaparecem entre três a quatro dias.

Muitos atletas, em especial da delegação norte-americana, parecem rendidos a esta terapia, que usam como forma de reduzir dores e ajudar a recuperar da fadiga dos treinos e das competições constantes.

O ginasta americano Alex Naddour afirmou ao jornal USA Today que a ventosaterapia é melhor do que qualquer outra terapia e que deu por bem empregue o dinheiro que gastou, isto comparando com os resultados obtidos com massagem, sauna, banhos de gelo e compressas.

© Athit Perawongmetha / Reuters

As marcas visíveis no corpo de Phelps enquanto competia na prova 4x100 metros estilos, no domingo, fizeram com que surgissem nas redes sociais várias teorias sobre a sua origem.

Houve quem sugerisse que ele teria jogado paintball ou sido atacado por um polvo gigante.

A ventosaterapia é uma técnica com origem na medicina tradicional chinesa, mas que ultrapassa há muito as fronteiras da China e que tem uma vantagem em relação a outras terapias que é a ausência de efeitos secundários.

© Stefan Wermuth / Reuters

Em relação à dor que causada pela ventosaterapia, as teorias divergem. Sabe-se que as principais sensações são de calor e pressão nos locais onde é colocado o copo de vidro, o que causa desconforto mas não será tão doloroso como à partida pode parecer.

© Nir Elias / Reuters

De acordo com o Conselho Britânico de Acupuntura, citado pela BBC, a ventosaterapia não é dolorosa e as marcas vermelhas deixadas sobre a pele são causadas pelo afluxo de sangue à superfície da pele e pela rutura de pequenos vasos sanguíneos.

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