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Rio 2016

Porque é que a água da piscina olímpica de saltos está verde?

© Michael Dalder / Reuters

As teorias multiplicam-se mas ainda não há uma explicação oficial para o sucedido. A água da piscina olímpica de saltos no Centro Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, passou de azul cristalino a verde musgo de um momento para o outro e de uma forma misteriosa, em contraste com a piscina de pólo aquático, situada mesmo ao lado, que permanece com a cor habitual.

As hipóteses que circulam nas redes sociais são muitas vezes irónicas. Há quem diga, por exemplo, que a mudança de cor está relacionada com as tonalidades da bandeira do Brasil. Em tom mais sério, vários atletas especulam sobre o fenómeno e relatam as suas experiências.

A final de saltos masculina aconteceu na segunda-feira e teve a água na sua cor normal. Tom Daley, o britânico que juntamente com Daniel Goodfellow conquistou o bronze na prova de pares em saltos ornamentais, publicou uma foto das piscinas após a mudança de cor, manifestando a sua estranheza, dado que 24 horas antes, durante a sua competição, a água estava com a cor habitual.

© Reuters Staff / Reuters

Na final feminina, realizada ontem, as atletas já tiveram de saltar para uma água esverdeada, sem saberem o porquê de estarem a competir nessas condições. Essa é a pergunta que continua sem resposta e que está a incomodar vários atletas, embora não pareça ter perturbado a equipa feminina da China que conquistou o ouro.

A saltadora britânica Tonia Couch mostrou o seu desagrado. Couch disse que a água da piscina estava tão verde que não conseguiu ver a sua colega de equipa Lois Toulson, publicou o jornal The Times na rede social Twitter.

Um dos saltos da equipa britânica, Tonia Couch e Lois Toulson, na competição realizada esta terça-feira no Centro Aquático Maria Lenk.

Um dos saltos da equipa britânica, Tonia Couch e Lois Toulson, na competição realizada esta terça-feira no Centro Aquático Maria Lenk.

© Michael Dalder / Reuters

Mitch Geller, responsável da seleção olímpica do Canadá, defende que na origem da cor esverdeada da água da piscina de saltos possa estar a rápida multiplicação de algas, situação favorecida pelo sol e tempo quente.

De acordo com o site brasileiro UOL, a organização do Rio 2016 está a investigar o caso, mas adiantou que os testes à agua da piscina de saltos do Centro Aquático Maria Lenk não revelaram qualquer situação que possa implicar risco para a saúde dos atletas.

Em declarações à agência Reuters, Cornel Maculescu, diretor-executivo da Fina (entidade que regula os desportos aquáticos a nível mundial), disse que o problema pode ter ocorrido por causa de uma falha num filtro ou devido à qualidade da água.

"Não há perigo para os saltadores, é só uma imagem que não é boa para os serviços de transmissão olímpicos", disse Cornel Maculescu, acrescentando que não ainda quando a cor da água voltará ao normal.

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