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Polícia diz que nadadores dos EUA devem pedido de desculpas ao Rio de Janeiro

O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso, disse, na quinta-feira, que os nadadores olímpicos norte-americanos que mentiram sobre um assalto à mão armada devem um pedido de desculpas à cidade brasileira.

"As nossas autoridades desculparam-se com eles por uma situação que não aconteceu, como foi relatada. Eles devem desculpas aos 'cariocas' [cidadãos do Rio de Janeiro]. Acusaram até polícias, mas não digo para pedirem desculpas aos polícias. Devem desculpas ao Rio", afirmou, em declarações aos jornalistas.

As investigações relevaram que os quatro nadadores, incluindo Ryan Lochte, envolveram-se numa confusão num posto de gasolina, apesar de terem relatado que tinham sido assaltados depois de virem de uma festa.

Os atletas estavam alcoolizados e causaram distúrbios no estabelecimento, por isso, os funcionários do posto decidiram chamar a polícia e não permitir que eles abandonassem o local.

Um dos seguranças apontou-lhes uma arma, porque, segundo testemunhas, um deles estava exaltado e agressivo.

No entanto, após pagarem 100 reais (27 euros) e 20 dólares (17,6 euros) pelos danos, os seguranças do local deixaram-nos partir.

Os atletas poderão responder judicialmente por falsa comunicação de crime e dano ao património.

"As medidas necessárias para o esclarecimento não foram concluídas para sabermos qual foi o crime, pois ainda estamos a ouvir testemunhas e essas conclusões são preliminares", adiantou Fernando Veloso.

Entretanto, o diretor de comunicações do Comité Olímpico Rio2016, Mario Andrada, disse aos jornalistas que "eles agiram mal" e que "são jovens e cometem erros".

"O facto de os atletas passarem por uma vergonha pública dessa magnitude é suficiente para que aprendam uma lição", comentou.

Mario Andrada referiu também não estar arrependido de ter pedido desculpas aos norte-americanos após o alegado assalto, referindo: "Estamos pedindo [desculpas] a todos os atletas que podem ter tido algum problema".

Na quarta-feira, uma juíza brasileira pediu que fossem retirados os passaportes dos nadadores e proibiu-os de sair do Brasil, mas Ryan Lochte e James Feigen já tinham regressado aos Estados Unidos.

Mais tarde, os nadadores Jack Conger e Gunnar Bentz foram retirados de um voo para os Estados Unidos pelas autoridades brasileiras e levados para depor na polícia.

Lochte ganhou uma medalha de ouro na prova 4x200 metros livre e ficou em quinto lugar nos 200 metros estilos no Rio2016.

Bentz e Conger participaram nas eliminatórias de estilo livre nos 4x200 metros e Feigen nos 4x100 metros.

Lusa

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